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Hábito muito comum entre brasileiros ao tomar remédios pode causar contaminação grave

Por Alan da Silva
26/07/2026
Em Geral
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Foto ilustrativa: Towfiqu barbhuiya/Pexels

Foto ilustrativa: Towfiqu barbhuiya/Pexels

O hábito de dividir comprimidos ao meio, embora comum, pode comprometer a eficácia do tratamento e oferecer riscos à saúde. A prática é adotada por diversos motivos, como adequar a dose à prescrição médica, reduzir custos ou facilitar a ingestão, especialmente quando há sulcos no comprimido. No entanto, especialistas alertam que essa conduta não é isenta de perigos, principalmente em relação a comprimidos revestidos.

Os medicamentos com revestimento possuem uma película protetora que mascara o sabor das substâncias e garante que elas se dissolvam apenas no trato digestivo. Cortar esse tipo de comprimido pode anular essa proteção, alterando a absorção do princípio ativo e reduzindo a eficácia do medicamento.

Além disso, mesmo os comprimidos com sulco, que podem sugerir uma divisão segura, não garantem precisão na dose. O sulco, na verdade, tem a função de aumentar a resistência mecânica da formulação, e não necessariamente de facilitar o corte.

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Principais riscos do corte caseiro

Os principais riscos do corte caseiro incluem a administração de doses desiguais, já que métodos como facas ou outros utensílios domésticos não oferecem precisão. Além disso, a falta de higienização adequada desses instrumentos pode contaminar o medicamento, representando um risco à saúde. A automedicação agrava o problema, pois muitas pessoas compram doses maiores com a intenção de dividi-las sem orientação médica.

Em situações em que o corte é indispensável, a recomendação é consultar o médico e utilizar cortadores específicos, que garantem maior precisão e segurança. Esses instrumentos minimizam as variações de dose e reduzem o risco de contaminação, sendo a opção mais adequada para quem precisa fracionar medicamentos. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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