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Meteorologistas pedem que brasileiros se preparem para incêndio sem precedentes nos próximos dias

Por Pedro Silvini
24/07/2026
Em Geral
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incendio floresta fogo arvore

Foto: (Reprodução/Agência Brasil)

O avanço do fenômeno El Niño e a possibilidade de sua intensificação para a categoria de Super El Niño nos próximos meses acenderam um alerta entre meteorologistas e órgãos de monitoramento climático. A combinação de calor intenso, redução das chuvas e baixa umidade do ar deve favorecer a ocorrência de incêndios florestais e queimadas, principalmente entre outubro e dezembro, período em que o fenômeno pode atingir seu pico de intensidade.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de o El Niño alcançar intensidade muito forte no último trimestre do ano. Os modelos climáticos indicam que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial poderá ficar cerca de 2°C acima da média, alterando os padrões climáticos em diversas regiões do planeta.

Os impactos do fenômeno já motivaram medidas preventivas. No Espírito Santo, o governo estadual colocou o território em estado de atenção durante reunião do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) El Niño, realizada pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

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Na ocasião, foi apresentado o primeiro boletim de monitoramento dos impactos do fenômeno, reunindo projeções sobre seca, abastecimento de água, focos de calor, incêndios em vegetação e estratégias de prevenção e resposta para os próximos meses.

A expectativa é de temperaturas acima da média, avanço da estiagem e aumento gradual do risco de queimadas.

Amazônia pode enfrentar cenário mais crítico

Especialistas apontam que a região amazônica está entre as áreas mais vulneráveis aos efeitos do Super El Niño. Durante o chamado “verão amazônico”, período de menor volume de chuvas que se estende até novembro em grande parte da Região Norte, o fenômeno tende a intensificar a seca.

Com menos precipitações, rios e igarapés registram redução dos níveis, enquanto a vegetação se torna mais seca e suscetível ao fogo. Esse cenário também favorece a propagação de queimadas relacionadas a atividades humanas, como desmatamento, grilagem e uso irregular do fogo.

Em Roraima, onde a estação seca ocorre entre outubro e março, a preocupação é ainda maior. Durante o forte episódio de El Niño registrado entre 2015 e 2016, o estado enfrentou secas severas e incêndios florestais de grandes proporções.

Foto:(Reprodução/Agência Brasil)

Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que os quatro primeiros meses de 2024 registraram 17.182 focos de calor no Brasil, um crescimento de 81% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Amazônia, o Cerrado e o Pantanal concentraram grande parte das ocorrências, com impactos ambientais, econômicos e sociais. Apesar de as condições climáticas favorecerem a propagação das chamas, especialistas ressaltam que a maioria dos incêndios continua tendo origem em ações humanas.

Prevenção é considerada essencial

Diante da possibilidade de um período de estiagem mais severo, especialistas defendem que a prevenção seja a principal estratégia para reduzir os riscos.

Entre as medidas recomendadas estão a manutenção de aceiros nas propriedades rurais, revisão de máquinas agrícolas para evitar faíscas, limpeza de vegetação seca próxima a edificações, treinamento de equipes para situações de emergência e disponibilidade de equipamentos básicos de combate ao fogo, como abafadores, sopradores e reservatórios de água.

Além disso, novas tecnologias de monitoramento vêm sendo utilizadas para identificar focos de incêndio em tempo real. Sistemas que cruzam informações meteorológicas com imagens de satélite permitem detectar anomalias em poucos segundos, reduzindo o tempo de resposta das brigadas e aumentando as chances de conter o fogo antes que ele se espalhe.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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