De acordo com um cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o piso nacional deveria ser de R$ 8.110,92 para uma renda sustentar uma família de pelo menos quatro pessoas. Esse valor é cerca de cinco vezes maior do que o salário mínimo de 2026, que é de R$ 1.621.
Em maio, esse salário mínimo “ideal” era de R$ 7.999,44. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o mínimo necessário era de R$ 7.416,07, o equivalente a 4,89 vezes o piso da época, que era de R$ 1.518.
Esse cálculo, feito em junho, segue o que a Constituição Federal determina, de que o salário mínimo deve ser o bastante para cobrir despesas básicas: alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência social. Como explica o iG Economia, o Dieese usa como base o custo da cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas. Com a parceria da Conab, o levantamento passou a pesquisar todas as 27 capitais brasileiras.
Metade do salário mínimo vai para alimentação
Contando com o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador teve que destinar, em média, 50,2% da sua renda líquida para comprar os produtos da cesta básica em junho. Ou seja: mais da metade do que os brasileiros ganham vai embora apenas na compra de alimentos, antes mesmo de pagar aluguel, transporte, água, luz, internet, entre outros gastos. “O tempo médio de trabalho necessário para comprar a cesta básica também aumentou e chegou a 105 horas e 51 minutos”, aponta o iG Economia.











