Um dos fenômenos astronômicos mais aguardados de 2026 acontecerá no próximo dia 12 de agosto. Na data, um eclipse solar total fará com que a Lua cubra completamente o Sol por alguns instantes em determinadas regiões do planeta, proporcionando um espetáculo raro para milhões de pessoas e uma oportunidade única para pesquisadores.
Segundo a NASA, o eclipse será totalmente visível em áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha, parte de Portugal, norte da Rússia e em trechos do Oceano Atlântico. Em outras regiões do Hemisfério Norte, o fenômeno poderá ser observado de forma parcial, com diferentes níveis de cobertura do disco solar.
O eclipse solar ocorre quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando temporariamente a luz solar. Na faixa conhecida como “caminho da totalidade”, o Sol ficará completamente encoberto por até dois minutos e 18 segundos, dependendo da localização do observador.
Durante esse breve intervalo, será possível visualizar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, normalmente invisível devido ao intenso brilho da estrela.
A sombra da Lua percorrerá aproximadamente 8.260 quilômetros em cerca de uma hora e meia, iniciando próximo ao Polo Norte e seguindo pelo Atlântico Norte até alcançar partes da Península Ibérica pouco antes do pôr do sol.

Eclipse será parcial em diversas regiões
Embora a totalidade fique restrita a uma estreita faixa do planeta, o eclipse parcial poderá ser observado em uma área muito maior.
De acordo com a NASA, o fenômeno será visível em grande parte da Europa, Canadá, norte dos Estados Unidos e nordeste da África. Em algumas localidades, a cobertura do Sol será bastante significativa.
Na Argélia, por exemplo, a Lua poderá encobrir até 96% do disco solar em determinadas regiões. No Marrocos, a cobertura deve alcançar cerca de 88% em Rabat, enquanto partes da Tunísia poderão registrar aproximadamente 50%. Já Mauritânia terá índices próximos de 46%.
Em países como Egito, Iraque, Jordânia, Síria, Líbano e outras áreas do Oriente Médio, o eclipse não deverá ser perceptível de forma significativa.
NASA realizará experimentos científicos
Além de atrair observadores e fotógrafos, o eclipse será utilizado pela NASA em uma ampla campanha científica.
A agência espacial norte-americana acompanhará o deslocamento da sombra da Lua utilizando uma aeronave de alta altitude WB-57, equipada com instrumentos de observação. Também serão lançados balões científicos sobre Islândia, Groenlândia e Espanha para estudar as alterações provocadas pelo eclipse na atmosfera terrestre e investigar detalhes da coroa solar.
Esses estudos ajudam cientistas a compreender melhor o comportamento da atmosfera do Sol e os efeitos da redução temporária da radiação solar sobre a atmosfera da Terra.
Observação exige cuidados com a visão
Especialistas reforçam que o eclipse não deve ser observado diretamente a olho nu, mesmo quando grande parte do Sol estiver encoberta. A única exceção ocorre durante o curto período de totalidade, restrito às áreas onde o eclipse é total.
Para acompanhar o fenômeno com segurança, é necessário utilizar óculos específicos para observação solar, certificados para esse tipo de evento. Óculos escuros comuns, câmeras sem filtros apropriados, binóculos e telescópios sem proteção adequada não oferecem segurança e podem causar danos permanentes à visão.












