O mês de agosto começou com uma notícia positiva para aposentados, pensionistas e demais segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social mostram uma redução significativa na fila de análise de benefícios ao longo de 2026, com queda expressiva no número de processos que aguardam resposta além do prazo legal de 45 dias.
Segundo as informações apresentadas durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), realizada na terça-feira (4), o total de requerimentos iniciais em análise chegou a 1,55 milhão em julho. No início do ano, esse número era de 3,07 milhões. Em junho, o volume já havia recuado para 1,81 milhão, sendo a primeira vez em dois anos que a fila ficou abaixo da marca de 2 milhões.
O principal avanço ocorreu no chamado represamento, formado pelos pedidos que permanecem em análise por mais de 45 dias. Em janeiro, esse estoque somava 1,882 milhão de requerimentos. Até meados de julho, o número caiu para 486 mil, enquanto o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que o volume mais recente já está em aproximadamente 374 mil processos.
De acordo com o governo, isso representa uma redução de cerca de 80% desde o início do ano. A expectativa é que esse estoque de processos atrasados seja eliminado entre setembro e outubro, restando apenas o fluxo normal de solicitações, que gira em torno de 1,3 milhão de novos pedidos mensais.
Atualmente, o tempo médio de espera para análise dos benefícios está em cerca de 48 dias.
Mais análises concluídas
O Ministério da Previdência atribui a melhora ao aumento da capacidade operacional do instituto. Entre janeiro e maio de 2026, o número de análises concluídas cresceu 34,7% em relação ao mesmo período de 2025 e avançou 71,5% quando comparado aos dados registrados em 2021.
Outro indicador que apresentou melhora foi a fila da perícia médica, considerada um dos principais gargalos do sistema. Os pedidos pendentes passaram de 1,23 milhão, registrados em novembro do ano passado, para cerca de 248 mil atualmente.
Indeferimentos também aumentaram
Apesar da redução da fila, o número de benefícios negados também aumentou em 2026. Dados do Boletim Estatístico da Previdência Social apontam que os indeferimentos passaram de 2,5 milhões no primeiro semestre de 2025 para 4,3 milhões no mesmo período deste ano.
Somente em junho foram registrados 938.189 pedidos negados, acima dos 568.496 contabilizados no mesmo mês do ano anterior.
O ministro Wolney Queiroz, entretanto, rejeitou a interpretação de que a queda da fila tenha ocorrido apenas em razão do aumento das negativas. Segundo ele, houve crescimento tanto dos indeferimentos quanto das concessões de benefícios, impulsionado pelo maior volume de análises realizadas pelo INSS ao longo do ano.












