A República Democrática do Congo (RDC) está vivendo um surto de ebola que já fez mais de duas mil vítimas no país da África Central. Esse número já supera as vítimas da pandemia da Covid-19 no país, que contabilizou oficialmente cerca de 1,4 mil vítimas. O surto está causando enorme preocupação em autoridades de saúde e na comunidade internacional, principalmente por sua velocidade sem limites.
Até o momento, o surto matou pelo menos 2.061 pessoas e teve mais de 4,4 mil casos confirmados da doença. De acordo com o Brasil de Fato, a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que a doença está se espalhando mais rápido do que qualquer outra epidemia de ebola já registrada. O número de mortes dobrou em um intervalo de apenas três semanas. Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, o ritmo é tão alarmante que pode superar a trágica epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, então considerada a maior da história.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose, cujo morcego é o reservatório mais provável. O vírus provavelmente foi transmitido a seres humanos a parte do contato com fluidos corporais, sangue ou órgãos de animais infectados. A doença tem uma taxa de letalidade que pode chegar aos 90%.
Vírus responsável por atual surto de ebola ainda não possui vacina
A variante Bundibugyo é a responsável pelo atual surto da doença e, diferente da variante Zaire, que já tem uma vacina licenciada, a Bundibugyo é mais rara e ainda não tem vacinas ou tratamentos clínicos aprovados para combatê-la, tornando o controle da transmissão muito mais difícil.











