Quem é a pessoa que melhor te conhece? Sua mãe? Seu parceiro? Talvez a resposta mais acertada seja, acredite se quiser, o ChatGPT. O GPT-4, atualmente modelo por trás do chatbot da Open AI, criou um teste de personalidade baseado em um livro de astrologia que conseguiu prever bem-estar, renda e até nível educacional dos seus usuários tão bem quanto um teste psicológico padrão.
De acordo com o site Earth News, os pesquisadores Rotem Monsa, Aviv Zohar e Shahar Arzy, da Universidade Hebraica de Jerusalém, conduziram um estudo sobre o tema. “O GPT-4 foi treinado com uma enorme quantidade de textos escritos por humanos. A equipe se perguntou se ele também teria aprendido a estrutura subjacente da personalidade humana”, explica o site.
O time de pesquisadores deu passagens de dois livros para o ChatGPT-4 One: o DSM-5, manual usado por psiquiátricas para diagnosticar doenças mentais, e o popular guia de astrologia, O Único Livro de Astrologia que Você Vai Precisar. Os livros foram escolhidos por causa das suas descrições ricas de personalidades.
ChatGPT criou testes de personalidade
O GPT-4 escreveu 50 frases baseadas no primeiro e 60 baseadas no segundo, então o estudo recrutou 600* adultos dos Estados Unidos e do Reino Unido para participarem. Eles tinham que avaliar cada frase com 1 (discordo fortemente) a 5 (concordo fortemente). Além de responderem aos testes criados pela IA, os participantes também responderam questões dos pesquisadores sobre suas vidas, sobre temas como satisfação pessoal, ansiedade, depressão, emprego, status marital, visões políticas, etc.
*Desses 600, os pesquisadores excluíram 12 pessoas que falharem em testes de atenção ou que terminaram os questionários rápido demais.
Daí, os pesquisadores compararam os resultados dos testes de personalidade do ChatGPT com o que os participantes relataram sobre suas vidas. “Não esperávamos que os itens individuais fossem capazes de prever resultados na vida real tão bem quanto os itens do questionário baseado no DSM e do Inventário dos Cinco Grandes”, afirmou um dos pesquisadores, Rotem Monsa, ao Earth.com.











