A Leo Madeiras, maior distribuidora de materiais para marcenaria da América Latina, controlada pelo grupo Ligna e pela família Seibel, mantém um plano de expansão discreto, mas ambicioso. A empresa faturou 3,7 bilhões de reais em 2025, conta com mais de 130 lojas em 22 estados e quatro unidades no Paraguai, além de 5 mil funcionários e 20 mil itens em catálogo.
Fundada em 1943 como uma pequena madeireira na Rua do Gasômetro, em São Paulo, a Leo atravessou três gerações. A CEO Andrea Seibel assumiu a gestão em 2013 e, desde então, conduz um ciclo de modernização e diversificação. Nos últimos dois anos, foram abertas 25 lojas, com investimento de 50 milhões de reais em expansão e logística. O objetivo é ocupar regiões onde há demanda, mas a marca ainda não está presente.
História da empresa
A história da empresa começa com o avô de Andrea, um imigrante polonês que comprou o negócio do fundador original. Depois, seu tio Hélio Seibel transformou a loja em rede e consolidou o grupo, que também passou a ter participações em empresas como Dexco e Klabin.
Andrea assumiu a gestão em um processo de profissionalização e afirma que a empresa cresce em ciclos, alternando fases de expansão e consolidação.
O modelo de negócio da Leo também passou por transformações. A empresa deixou de ser apenas uma distribuidora de insumos e passou a oferecer crédito, plataformas digitais, programas de fidelidade, treinamentos e showrooms. O objetivo é dar ao marceneiro condições de competir com as lojas de móveis planejados. A flagship da rede, na Rua Paes Leme, em São Paulo, reúne showroom, painéis digitais e áreas de capacitação.
Apesar do crescimento, a empresa enfrenta desafios. O consumo pressionado, a alta informalidade no setor e os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos florestais e moveleiros são alguns dos riscos mencionados. A demanda esfriou após o pico da pandemia, e a inflação afeta o orçamento das famílias.











