Frank Egan pretendia passar o resto da sua vida cuidando de ovelhas da raça Suffolk inglesa, algo que ele já fazia há mais de 20 anos, mas a vida tinha outros planos. A esposa de Frank adoeceu e passou a precisar de mais cuidados. Foi nessa época que o fazendeiro decidiu começar a pesquisar raças de animais que exigissem menos cuidados práticos e ele comprou 100 cabeças de nove raças diferentes de ovelhas de diferentes partes do mundo, do Irã, do Reino Unido e da Austrália.
De acordo com a ABC, entre esses 100 animais, Egan selecionou ovelhas com características desejáveis (sem chifres, sem lã e sem cauda) e deixou eles cruzarem de forma natural. Ele defendeu que essa variação genética ao cruzar diferentes raças foi importante para “restaurar a imunidade natural” dos animais.
Sete anos depois, o fazendeiro tem um rebanho do qual ele cuida com uma abordagem “que lembra a de um camponês do século 16”, como o próprio brinca. “Minhas ovelhas vêm ao curral uma vez por ano para receberem uma etiqueta de identificação nas orelhas. No resto do tempo, elas ficam lá fora”, contou Egan à emissora ABC.
Ele também não vacinou nem vermifugou o rebanho por seis gerações, explicando que a sua intenção era adaptar o gado à paisagem. Com bom humor, ele contou que, ao conversar com outros agricultores, eles costumam perguntar se as ovelhas ainda estão vivas. E a resposta é sim.
Fazendeiro negocia ovelhas com pequenos agricultores e cozinheiros
Segundo matéria da ABC, além de manter seu rebanho, o fazendeiro vende ovelhas para pequenos agricultores que querem um animal de baixa manutenção e também fornece para cozinheiros locais. Ele explica que a carne das suas ovelhas é diferente da normalmente encontrada nos mercados e que ela é muito querida principalmente por chefes de culinária indiana, asiática e do Oriente Médio.











