Os últimos dias de agosto devem ser marcados por calor intenso em diferentes regiões do Brasil, com temperaturas que podem chegar a 42°C. Moradores de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná devem enfrentar uma combinação de altas temperaturas e tempo seco antes da mudança provocada pela passagem de uma nova frente fria.
Segundo a previsão, o aquecimento será resultado principalmente da forte insolação típica do fim de agosto e do chamado aquecimento pré-frontal, fenômeno que ocorre quando o ar quente se intensifica antes da chegada de uma frente fria.
Enquanto o Centro do país se prepara para dias de calor extremo, o Sul terá um cenário oposto, com previsão de chuvas volumosas e possibilidade de transtornos.
Calor aumenta risco de queimadas
No Centro-Oeste, os termômetros devem alcançar 39°C em Mato Grosso e 38°C no Tocantins, depois de registros acima dos 40°C nos últimos dias. O calor combinado à baixa umidade favorece o surgimento e a propagação de incêndios.
O período entre 13h e 15h merece atenção especial, já que normalmente concentra as temperaturas mais elevadas do dia e condições mais desfavoráveis de umidade.
Os números de focos de incêndio registrados entre 1º e 25 de agosto de 2026 reforçam a preocupação. Mato Grosso aparece na liderança, seguido por Pará, Amazonas, Maranhão, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Goiás e Rondônia.
Os registros já superam os observados no mesmo intervalo do ano passado, indicando uma situação de atenção para as queimadas em diferentes áreas do país.
Sul terá chuva intensa
Ao mesmo tempo em que o calor ganha força na região Central, o Rio Grande do Sul deve continuar sob influência de chuvas intensas.
A previsão indica possibilidade de acumulados entre 100 e 200 milímetros em algumas áreas. O volume elevado aumenta o risco de alagamentos e transbordamento de rios, principalmente em regiões rurais dos vales do Taquari e do Caí.
A situação exige atenção de moradores de áreas próximas a rios e regiões suscetíveis a inundações, especialmente diante da possibilidade de novas pancadas e temporais ao longo dos próximos dias.
Frente fria deve mudar o cenário
O calor extremo não deve permanecer de forma uniforme. A elevação das temperaturas está relacionada justamente ao aquecimento pré-frontal, que antecede a chegada de uma frente fria.
Na prática, o ar quente ganha força antes da mudança nas condições atmosféricas. Com o avanço do sistema, diferentes regiões podem registrar queda nas temperaturas e aumento da instabilidade.
Por isso, o cenário dos últimos dias de agosto será bastante contrastante: calor extremo e maior risco de incêndios no Centro do país, enquanto o Sul enfrenta chuvas capazes de provocar transtornos.
Em meio às condições meteorológicas adversas, os últimos dias do inverno também reservam um fenômeno astronômico para os brasileiros.
A última lua cheia do inverno ocorrerá na madrugada de sexta-feira e poderá ser observada em grande parte do país, desde que as condições do céu permitam.











