A economia brasileira apresentou um desempenho melhor do que o previsto no segundo trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% entre abril e junho, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,4 trilhões no período.
O resultado veio acima da estimativa do mercado, que projetava uma expansão de 0,4%. Com a alta registrada, o Brasil também passou a ocupar a quinta posição entre 50 países que já haviam apresentado os números do PIB referente ao segundo trimestre.
O levantamento elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating, com informações do Fundo Monetário Internacional (FMI), mostra o desempenho brasileiro na comparação com economias que já divulgaram seus resultados trimestrais.
A liderança do ranking pertence à Irlanda, que apresentou crescimento de 1% no período. O Brasil, com avanço de 0,5%, aparece na quinta colocação, à frente de economias de grande peso internacional, como Estados Unidos e China.
O resultado brasileiro também ficou acima das médias observadas em diferentes grupos econômicos. Os 50 países considerados no levantamento tiveram expansão média de 0,2%, enquanto a média dos países da Zona do Euro ficou em 0,1%. O desempenho brasileiro também superou o registrado pelo G7, grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Resultado surpreende projeções para 2026
A expansão de 0,5% foi destacada também pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em boletim divulgado após os números do IBGE, o órgão apontou que o resultado ficou acima das expectativas predominantes no mercado.
A diferença, embora pareça pequena, reforça a percepção de que a atividade econômica conseguiu manter um ritmo de crescimento superior ao inicialmente projetado para o segundo trimestre.
Em valores absolutos, os R$ 3,4 trilhões movimentados pela economia brasileira no período ajudam a dimensionar o tamanho da atividade econômica entre abril e junho.
Governo Lula recupera posição perdida, segundo comparação apresentada
Os dados também são apresentados em um contexto de recuperação da economia brasileira em relação ao posicionamento internacional do país. Após o período de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022, quando o Brasil teria passado da 9ª para a 13ª posição em um ranking de tamanho das economias, o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como responsável por uma nova recuperação.
A trajetória também é comparada aos dois primeiros governos Lula. Entre 2003 e 2010, o Brasil teria avançado da 14ª posição para a 7ª colocação entre as maiores economias mundiais. O sétimo lugar, alcançado ao final do segundo mandato, foi a melhor posição registrada pelo país até então.
A colocação permaneceu durante parte do governo Dilma Rousseff (PT), antes da crise política e econômica que marcou 2015 e 2016. Na sequência, o país perdeu posições e chegou à 13ª colocação durante o governo Bolsonaro.
O avanço registrado no segundo trimestre coloca o Brasil entre os países com melhor desempenho na comparação trimestral dos resultados já divulgados. A quinta posição no levantamento internacional ganha relevância justamente porque o crescimento nacional foi superior tanto à média global considerada na amostra quanto aos indicadores de importantes blocos econômicos.











