O governo federal reduziu a previsão de recursos para o Bolsa Família em 2027, em um cenário no qual os principais programas de transferência de renda não devem receber aumentos expressivos no próximo ano. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, apresentado em 31 de agosto, prevê apenas ajustes pontuais nas verbas destinadas ao Bolsa Família, ao Pé-de-Meia e ao Auxílio Gás.
A mudança ocorre mesmo com o programa mantendo uma quantidade de beneficiários próxima à registrada em 2025. Em agosto deste ano, aproximadamente 19,3 milhões de famílias receberam o Bolsa Família. No mesmo período do ano passado, eram cerca de 19,2 milhões.
Apesar da previsão orçamentária menor para 2027, o benefício continua com valor mínimo de R$ 600 por família e pagamentos adicionais determinados pela composição familiar.
O Bolsa Família não passa por reajuste desde seu relançamento, em março de 2023, durante o primeiro ano do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A legislação estabelece que os valores podem ser corrigidos em um intervalo de até dois anos. A interpretação adotada pelo governo, entretanto, é de que essa previsão permite uma revisão dos pagamentos, mas não torna o reajuste obrigatório.
Atualmente, o benefício mínimo é de R$ 600. Além desse valor, existem adicionais que podem ser acumulados conforme a situação de cada família.
O programa paga R$ 150 para cada criança de até 6 anos, além de R$ 50 para cada gestante, R$ 50 para cada jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 para cada bebê de até 6 meses.
Dessa forma, o valor recebido por cada núcleo familiar pode superar o piso de R$ 600 dependendo da quantidade e das características de seus integrantes.
Quem pode receber o benefício
Para entrar no Bolsa Família, a família precisa ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Também é necessário que os dados de todos os integrantes estejam registrados e atualizados no Cadastro Único.
Além do critério de renda, os beneficiários precisam cumprir determinadas condicionalidades relacionadas às áreas de saúde e educação.
Entre as exigências estão compromissos que buscam garantir o acompanhamento de crianças, adolescentes e gestantes, vinculando a transferência de renda à manutenção do acesso a serviços públicos essenciais.
Em agosto, o programa chegou a cerca de 19,3 milhões de famílias em todo o território nacional. O número representa uma pequena alta em relação às aproximadamente 19,2 milhões atendidas no mesmo mês de 2025.
Programa é uma das principais marcas sociais de Lula
O Bolsa Família ocupa posição central na política social do governo Lula. O programa foi relançado em março de 2023 com uma estrutura que passou a considerar de maneira mais direta o tamanho e a composição das famílias na definição dos pagamentos.
O modelo estabelecido pelo governo buscou cumprir uma promessa de campanha de manter o benefício mínimo em R$ 600 por família, além de criar valores adicionais destinados a crianças, gestantes, jovens e bebês.
A proposta de pagamento proporcional à composição familiar também foi apontada como uma forma de direcionar os recursos de maneira mais adequada às necessidades de cada núcleo.











