O El Niño deste ano pode ser o mais intenso já registrado na história, o que gera bastante preocupação entre especialistas sobre os seus efeitos. Um dos (muitos) exemplos de impacto desse fenômeno climático é na produção e distribuição de energia, inclusive aqui no Brasil. De acordo com o Olhar Digital, a tecnologia da inteligência artificial pode ser fundamental para lidar com essa questão.
Mas antes de partirmos para a possível solução, vamos entender: como o El Niño pode impactar a energia aqui no Brasil?
O El Niño é um evento natural e cíclico, que consiste no aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico na porção equatorial, o que altera a circulação atmosférica e contribui para alterações climáticas em várias partes do mundo.
No Brasil, além de bastante calor, o El Niño causa, ao mesmo tempo, excesso e falta de chuvas. Na região Sul, o excesso pode causar enchentes e inundações. Já no Norte, Nordeste e Sudeste, o problema é a estiagem prolongada, que gera problemas não apenas no abastecimento hídrico, mas também nas reservas das hidrelétricas.
Segundo o Balanço Energético de 2023, as hidrelétricas são responsáveis por cerca de 62% da produção de energia elétrica do Brasil.
Com a reserva das hidrelétricas baixas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aciona as termelétricas, que são mais poluentes e custam mais caro, valor que chega ao bolso do consumidor final por meio das bandeiras tarifárias.
Como a IA pode ajudar
Segundo o Olhar Digital, diante dessas preocupações, pesquisadores e até concessionárias enxergam ferramentas tecnológicas como um caminho para assumir uma postura preditiva. Um exemplo são pesquisadores da Uniasselvi, que cruzaram dados de órgãos como NOAA, NASA, INPE, INMET, CEMADEN e IRI para comparar modelos climáticos e identificar padrões.
“A inovação da pesquisa está em integrar IA, automação e conhecimento científico para apoiar decisões em situações de risco”, explicou Pedro Sidnei Zanchett, professor da universidade e orientador do estudo, em nota.
Jonatas Jaqmam, da AMcom, empresa de tecnologia, afirma que o grande diferencial da IA é ampliar a capacidade analítica das equipes, processando grandes volumes de dados e encontrando relações que poderiam passar despercebidas.
Empresas como Engie Brasil e Neoenergia também utilizam inteligência artificial para analisar dados, fazer monitoramento climático e planejar melhor instalações e distribuição de energia entre distribuidoras.











