Nos próximos anos, o aquecimento do planeta deve passar do limite de 1,5ºC que havia sido estabelecido pelo Acordo de Paris, assinado por vários líderes mundiais lá em 2016. Recentemente, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou um relatório apresentando quais seriam as medidas necessárias para tentar frear o aquecimento global.
“O calor escaldante deste verão, os incêndios florestais devastadores e as inundações mortais são um alerta para o que está por vir. Devemos fazer com que o aumento da temperatura acima de 1,5 graus seja o menor e mais breve possível. Isso exige uma ambição ainda maior”, declarou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
De acordo com o site da PNUMA, o relatório aponta uma trajetória de “ultrapassagem, pico e declínio” como a melhor forma de lidar com o problema. Ou seja: vamos sim passar do limite dos 1,5ºC, mas a ideia por trás da trajetória é tentar conter esse avanço e fazer as temperaturas voltarem a cair. Essa estratégia envolve cortes imediatos e sustentados nas emissões de gases de efeito estufa, além da remoção de dióxido de carbono da atmosfera através de estratégias como o reflorestamento, entre outras técnicas de remoção do carbono.
O que acontece quando o planeta ultrapassar os 1,5ºC do aquecimento
Segundo a PNUMA, os impactos previstos incluem “eventos climáticos extremos mais intensos, perda de ecossistemas e submersão de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e cidades costeiras de baixa altitude”, além de “danos severos à saúde humana, segurança alimentar, abastecimento de água, natureza, cidades, infraestrutura e economias.”











