A Volkswagen vai promover uma das maiores reestruturações da sua história, resultando em cerca de 50 mil pessoas perdendo os seus empregos. De acordo com a revista Veja, a montadora alemã quer diminuir o excesso de suas fábricas na Europa, além de recuperar a sua rentabilidade. O conselho de supervisão da empresa aprovou o plano de reestruturação depois de meses de negociação com sindicatos e com o governo do estado da Baixa Saxônia, onde fica a sede da montadora. Além disso, o estado é acionista minoritário relevante da Volkswagen, com o poder para bloquear certas decisões.
A empresa não explicou se esses 50 mil postos que serão eliminados incluem os cortes já previstos em acordo firmado com o sindicato em 2024.
Volkswagen pretende eliminar cerca de metade dos seus modelos
Além dos cortes de milhares de postos, o plano de reestruturação da montadora também quer simplicar a sua linha de produtos. Nos próximos nove anos, a companhia deve eliminar cerca de metade dos seus modelos, segundo a Veja. O objetivo dos dois tipos de cortes é basicamente o mesmo: simplificar as operações da empresa e aumentar a sua rentabilidade. A ideia é simples: produzir mais unidades de menos modelos.
A montadora alemã está passando por uma crise ligada à transformação do mercado automobilístico global. Um dos motivos é que montadoras chinesas como a BYD estão ganhando espaço no mercado, principalmente no setor de veículos elétricos, por causa de seus preços mais em conta e ciclos de desenvolvimento rápidos. Além disso, a companhia está sofrendo com uma demanda europeia baixa, já que o mercado nunca voltou a ser o que era antes de pandemia.











