Você é aquela pessoa que faz questão de tomar alguma bebida alcoólica todos os dias? Se você for, talvez você pense que esse hábito não faz mal porque é “só uma dose”. Mas um novo estudo aponta que o álcool pode ter um papel muito relevante em mortes por vários tipos de câncer nos Estados Unidos. E sim, isso vale até mesmo quando o consumo não era exagerado.
O estudo em questão foi publicado no periódico científico The Lancet Regional Health. Um dos autores do estudo, o oncologista Dr. Chinmay Jani, aponta que a mortalidade geral por câncer diminuiu, mas que a porcentagem de mortes por câncer que podem ser atribuídas ao álcool dobrou em pessoas com 20 anos ou mais nos últimos 33 anos.
A pesquisa analisou mais de 30 anos de dados dos Estados Unidos coletadas para o GDB (Estudo da Carga Global de Doenças).
De forma geral, sabemos que o álcool está muito ligado à mortalidade por câncer de fígado, mas a pesquisa aponta que o aumento do risco de morte se aplica a outros tipos da doença, como os cânceres de mama, próstata, cólon, reto, estômago, pâncreas, cabeça e pescoço.
Uma dose por dia já é um enorme risco
Durante décadas, as diretrizes federais do governo dos Estados Unidos eram de limitar o consumo de álcool a duas doses por dia para homens e uma para mulheres.
Porém, como aponta o estudo, uma dose padrão* por dia já foi o bastante para aumentar o risco de morte. Segundo o NCI (Instituto Nacional do Câncer), o álcool contribui para o crescimento do câncer. Ele altera níveis de hormônios, contribui para o estresse oxidativo, danificando proteínas, o DNA e a função celular, interfere na absorção de nutrientes pelo organismo e enfraquecer células da boca e da garganta, deixando-as mais sensíveis a substâncias cancerígenas, de acordo com a CNN Brasil.
*Nos EUA, a dose padrão é de 355 ml de cerveja comum, 148 ml de vinho ou 44 ml de destilado com 40% de teor alcoólico.











