A dívida pública do Brasil e dos Estados Unidos atingiu patamares significativos em 2026, impactando diretamente suas economias e repercutindo na economia global. Em junho de 2026, a dívida do Brasil alcançou R$ 10,8 trilhões, representando 81% do PIB.
Já em agosto deste ano, a dívida dos Estados Unidos excedeu o impressionante valor de US$ 40 trilhões. Quem financia esses números expressivos, e como isso afeta a economia dos dois países?
No Brasil, a dívida é majoritariamente financiada por investidores locais, incluindo bancos e fundos de pensão, que buscam títulos governamentais com altos rendimentos. Esse financiamento depende das taxas de juros elevadas, componentes críticos do orçamento nacional.
Nos Estados Unidos, por outro lado, a dívida é sustentada por títulos do tesouro, considerados seguros globalmente. Investidores internacionais, como bancos centrais, investem devido à economia estável do país.
Credores principais no Brasil e nos EUA
No Brasil, os credores incluem bancos e fundos de pensão que procuram retornos seguros. Esta situação torna a dívida vulnerável a mudanças na política de juros.
Nos Estados Unidos, o cenário é diferente. Potências econômicas como China e Japão estão entre os principais credores. Eles adquirem grandes volumes de títulos americanos, percebendo-os como reservas de valor seguro devido ao poder econômico dos EUA.
Consequências globais
As decisões econômicas nos EUA têm impacto global, especialmente através da variação dos juros, que afeta o custo de empréstimos internacionais. Muitos países utilizam títulos americanos como referência para suas taxas, influenciando suas economias. No Brasil, qualquer alteração nos juros reflete no câmbio e na inflação, pressionando a situação econômica local.
A questão da dívida pública é complexa e desafiadora para ambos os países. Enquanto o Brasil enfrenta os altos custos dos juros, os EUA utilizam seu poder econômico para atrair investidores.











