No ano passado, a nadadora Katie Ledecky, a estadunidense que mais recebeu medalhas nas Olimpíadas de todos os tempos, foi convidada para fazer o discurso de formatura da universidade de Stanford. Caso você esteja imaginando, sim, Katie se formou em Stanford em psicologia, com especialização secundária em ciência política, e nadou pela equipe universitária. Mesmo começando sua carreira como profissional em 2018, ela continuou os estudos, formando-se em 2020.
“A história de Katie reflete o espírito de Stanford. Como estudante, atleta, companheira de equipe e pioneira, ela é um exemplo do poder de manter a curiosidade e o espírito de colaboração na busca pela excelência”, afirmou o reitor de Stanford, Jonathan Levin. “Suas conquistas na piscina e fora dela são uma prova de sua extraordinária motivação e determinação. Ela é a palestrante ideal para incentivar nossos formandos a redefinir o que é possível.”
Saiba mais sobre o discurso de Katie Ledecky em Stanford
No início do discurso, ela agradeceu aos técnicos de natação dos seus tempos de Stanford, Greg Meehan e Tracy Slusser e desejou um feliz dia dos pais. Ela relembra uma história de como seu pai a entregava o relógio e pedisse que ela parasse o cronômetro para ver como milimésimos de segundo (que fazem toda a diferença na natação). Katie também fala sobre como, sendo sete anos mais velha do que a maioria dos alunos que estavam se formando ali naquele momento, ela ainda não pode contar tudo que eles precisam saber sobre a vida. “Não posso nem contar a vocês como é fazer 30 anos”, comentou.
Ela explica que, na sua experiência, existem três pilares importantes para “chegar longe” na vida, nãi importa em que campo profissional ou que tipo de vida você escolha: ritmo, processo e tempo.
“A questão é a seguinte: provavelmente haverá pessoas que vão te dizer para ir com calma, tentar não se apressar, que você ainda é jovem. E esse pode ser o conselho certo. Mas também quero que você pense em como ser jovem e desconhecido pode ser uma vantagem. Vá rápido quando precisar ir rápido”, afirma a nadadora em um trecho. “E vencer sua corrida significa se apaixonar pelo processo. Apaixone-se pelo processo, não pelo pódio.”











