Em meio à paisagem urbana de Joinville, em Santa Catarina, uma construção chama atenção pelo aspecto incomum e pela história que carrega. Conhecido como Castelo Coradelli, o imóvel de aproximadamente 700 m² nasceu de um sonho de infância do massoterapeuta Leonardo Coradelli e levou mais de 20 anos para ser concluído. O projeto começou em 1996 e, sem reproduzir nenhum castelo específico, ganhou forma a partir da imaginação do próprio construtor.
Localizado no bairro Petrópolis, na Zona Sul da cidade, o castelo se tornou um dos bens materiais mais marcantes da vida de Leonardo, que morreu aos 74 anos, em 2025, por causas naturais. Nos últimos anos, ele morava no local com o filho e já não trabalhava como massoterapeuta devido a problemas nos nervos.
A história do imóvel começou de maneira quase lúdica. Quando criança, Leonardo costumava brincar na praia construindo pequenos castelos de areia. Décadas depois, a brincadeira ganhou uma dimensão completamente diferente.
Em entrevista concedida à NSC em 2016, ele explicou que não tinha um modelo específico em mente quando iniciou a obra. O desenho foi criado pelo próprio Leonardo, que também afirmou nunca ter visitado um castelo antes de construir o seu.
A ideia, portanto, não era reproduzir uma construção histórica, mas transformar uma fantasia de infância em uma residência real. O resultado foi um imóvel de quatro andares que passou a integrar a paisagem do bairro Petrópolis.
“Eu me sinto um rei. Graças a Deus eu me sinto um rei mesmo. Eu ia para praia e ficava fazendo castelinho de areia. Coisa de criança. Era um sonho, né? Aí comecei a fazer e nem eu sabia como ia ficar”, afirmou Leonardo na ocasião.
Construção levou mais de 20 anos
O projeto teve início em 1996 e avançou durante mais de duas décadas até chegar à configuração final. Para erguer a estrutura, Leonardo utilizou materiais convencionais da construção civil, como saibro, areia, cimento, tijolos e tinta branca.
O investimento estimado pelo próprio construtor foi de aproximadamente R$ 300 mil. Apesar da dimensão da obra e do longo período necessário para concluí-la, o projeto começou sem a certeza de como seria o resultado final.
A família chegou a considerar a ideia uma espécie de loucura e duvidou que Leonardo conseguiria levar o empreendimento adiante. Anos depois, porém, o que parecia improvável havia se transformado em uma das construções mais conhecidas e curiosas de Joinville.
Em 2016, ele brincou sobre a mudança de percepção dos familiares, que passaram a frequentar o imóvel e aproveitar a estrutura.
Castelo tem quatro andares e estrutura de uma casa
Por dentro, a construção está longe de ser apenas uma fachada cenográfica. O Castelo Coradelli reúne sete salas, seis quartos, cinco banheiros e três cozinhas distribuídos pelos quatro andares.
No térreo, Leonardo instalou a própria residência. O espaço contava com cozinha, área de serviço, dois quartos, três salas e um banheiro. A área também abriga uma piscina, incorporada ao conjunto da construção.
A organização do imóvel mostra que o castelo foi concebido não apenas como uma obra extravagante, mas como um espaço para viver. Ao longo dos anos, a construção se tornou o principal patrimônio material deixado por Leonardo.











