Na última quarta-feira (16), professores de escolas particulares da Região Metropolitana de Belo Horizonte aprovaram uma greve por tempo indeterminado durante assembleia com cerca de 300 docentes. A paralisação afeta de forma parcial ou integral dezenas de escolas da Grande BH, segundo o g1. Depois da assembleia em que a greve foi decidida, foi realizado um ato simbólico no bairro Bairro Floresta da capital mineira.
De acordo com o jornal O Tempo, algumas das escolas que tiveram que suspender suas aulas por causa da greve foram o Colégio Santo Agostinho, o Marista Dom Silvério, Marista Padre Eustáquio, o Colégio Batista Mineiro, entre outros. Porém, o Sinepe-MG (Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais) minimizou os efeitos da greve, alegando que, das 811 escolas particulares de BH, apenas seis teriam tido dificuldade em atender as famílias.
Além disso, o sindicato que representa as escolas anunciou que vai entrar na Justiça contra a greve dos professores, alegando que a paralisação não foi informada com 72 horas de antecedência, como dita a lei.
Por que professores de escolas particulares de BH entraram em greve?
O Sindicato dos Professores (Sinpro Minas) tem duas demandas principais. A primeira é um reajuste salarial de 3,77%. A segunda é o fim de uma proposta das entidades patronais em dividirem a categoria dos professores entre a educação básica e o ensino superior, criando uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para cada categoria a partir do ano que vem.
O Sinpro é contra essa divisão, alegando que ela poderia enfraquecer a capacidade de negociação coletiva da categoria. “Estamos diante de uma tentativa de dividir uma categoria que historicamente construiu sua força por meio da unidade”, argumenta a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, ao jornal O Tempo.
Já a Sinepe defende que essa separação não resultaria em uma retirada de direitos da categoria, argumentando que a divisão permitiria construir instrumentos de negociação mais adequados às necessidades de cada área. Como você já pode imaginar, as entidades não entraram em acordo e a negociação está na Justiça do Trabalho.









