Você provavelmente já ouviu falar do termo “ghosting”, ou, no bom e velho português, o famoso “chá de sumiço” ou “dar um perdido”. Se não ouviu, o termo importado dos Estados Unidos é usado para se referir a quando alguém para de responder suas mensagens, ignora ligações… basicamente, desaparece da sua vida, normalmente sem muita explicação. É aquele vácuo eterno, que muita gente já levou, seja de interesses amorosos, amigos ou até aquele recrutador que jurou que a vaga de emprego era sua e depois sumiu.
Normalmente falamos mais sobre o lado da pessoa que sofreu o ghosting e das consequências emocionais que essa prática causa… mas o que faz uma pessoa dar esse “chá de sumiço” em alguém? A Bolde, publicação norte-americana sobre estilo de vida e comportamento humano, aborda o lado do “fantasma””* em um artigo.
*O termo “ghosting” vem da palavra “ghost”, que significa “fantasma” em inglês.
A pessoa que comete o ghosting também pode estar passando por um momento complicado
“A psicologia sugere que a pessoa do lado silencioso pode estar passando por uma experiência muito mais complexa do que você consegue perceber da sua”, afirma a Bolde. Uma pesquisa de Michaela Forrai, psicóloga da Universidade de Viena, na Áustria, aponta que pessoas que ignoravam os amigos tinham maior chance de apresentar sintomas de depressão meses depois.
Obviamente, nem sempre esse vai ser o caso, mas, muitas vezes, aquele vácuo eterno diz menos sobre você, que não está recebendo as mensagens, e mais sobre a pessoa que não está enviando elas. Ao lidar com questões mentais complexas, como ansiedade e depressão, muitas pessoas escolhem o silêncio, mesmo que isso faça elas perderem relações emocionais importantes.











