Sabe quando você está em uma mesa ou uma roda de conversa e alguém fala algo errado, seja o ano de um filme ou o nome de um senador? Essa situação é bem comum. Você é aquela pessoa que fica em silêncio ou que corrige a informação? Um artigo do site Bolde, publicação norte-americana sobre estilo de vida e comportamento, fala sobre essas pessoas que têm o hábito de corrigir as outras, mais especificamente de como esse hábito vai ficando mais e mais raro à medida que elas envelhecem.
Em seu texto, Halle Kaye descreve como seu sogro era o “verificador de fatos” oficial da família, sempre corrigindo informações erradas durante os jantares de família. Porém, em um evento mais recente, eles notaram que o idoso não corrigiu uma pessoa que disse à mesa que os humanos usam apenas 10% do cérebro (um mito bastante popular).
Idade, silêncio e a importância de “estar certo”
A autora aponta que acredita que o sogro percebeu o erro, mas simplesmente passou a dar menos importância para essa necessidade de corrigir e de estar certo com o passar dos anos.
Kira Birditt, Karen Fingerman e David Almeida fizeram entrevistas com 666 norte-americanos entre 25 e 74 anos e descobriram que os participantes mais velhos eram menos propensos a discutir, tendo maior probabilidade de simplesmente não fazerem nada diante de uma situação tensa. Um resultado semelhante foi encontrado anos depois, em uma pesquisa liderada por Susan Charles, da Universidade da Califórnia, que retomou o projeto com mais de mil adultos.
A psicóloga de Stanford Laura Carstensen explica isso com base no que ela chama de teoria da seletividade emocional. Ela argumenta que, quando o futuro parece incerto (como é tão comum para pessoas idosas), as pessoas passam a priorizar mais como elas se sentem no tempo presente.











