O primeiro brasileiro a completar sozinho uma volta ao mundo em um monomotor pousou no Ceará em 12 de setembro de 2026. Alex Frota, conhecido como Alex Bacana, decolou em 15 de março e passou 182 dias viajando.
O pouso foi no Catuleve, Clube de Aviação Desportiva, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. A jornada atravessou cinco continentes, da Groenlândia ao Oriente Médio e à Sibéria, e teve condições meteorológicas extremas, problemas mecânicos, dificuldades de navegação e entraves burocráticos.
A expedição percorreu 77 mil quilômetros, somou 297 horas de voo e teve pousos em 33 países. Frota enfrentou chuva intensa sobre a Amazônia, temperaturas de -22°C na Groenlândia e acima de 50°C no Oriente Médio. Na Ásia, a viagem coincidiu com monções e tufões.
A travessia da Sibéria apresentou longas extensões desabitadas, com poucas cidades, estradas e aeroportos. Em entrevista, ele afirmou que foram voos superdesafiadores.
Em Melilla, território espanhol no norte da África, o piloto pousou com o tanque perfurado e combustível vazando. Como não havia combustível para retornar à Europa, preservou o que restava e fez um reparo antes de prosseguir. Depois, uma falha elétrica iniciada na África se agravou entre Dubai e a Índia.
Problemas com o GPS
Em regiões com conflitos e interferências eletrônicas, o GPS deixou de ser confiável, e ele passou a usar radionavegação. Em alguns momentos, restaram apenas mapas e cronômetro.
Alex Frota é administrador de empresas, formado pela Universidade de Fortaleza, com MBA em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC. Apaixonado por aviação desde a infância, ele colocou em prática, em 2026, um projeto amadurecido ao longo de anos. Aos 44 anos, tirou o brevê e fez um voo de teste entre Fortaleza e os Estados Unidos.











