Quem responde rotineiramente “não é nada” diante de uma situação incômoda pode estar reduzindo de propósito a importância das próprias emoções, em vez de enfrentar o problema. Pesquisas sobre psicologia e regulação emocional apontam que minimizar o que se sente pode funcionar como estratégia para se distanciar do desconforto, sem expressar nem processar a emoção.
Isso não significa que o sentimento desapareceu: a pessoa apenas tentou diminuir seu impacto psicológico. Um estudo de 2003 associou a invalidação emocional vivida na infância a uma maior inibição emocional na vida adulta.
Como a minimização funciona como proteção
Pesquisas indicam que minimizar uma emoção pode ser uma forma de controlar ou reduzir o impacto psicológico de uma situação difícil. Um trabalho de 2019, com 140 casais, distinguiu formas de lidar com os sentimentos, entre elas o afastamento emocional, definido como a redução da experiência vivida.
Minimizar uma emoção não faz com que ela desapareça. Quando alguém responde automaticamente “não é nada” após vivenciar raiva, tristeza, frustração ou preocupação, pode estar tentando reduzir ou controlar internamente aquele sentimento incômodo, sem necessariamente eliminá-lo.
Raízes na infância e padrões de resposta
Experiências de invalidação emocional na infância estão associadas a uma maior inibição dos sentimentos na vida adulta.
Entre os mecanismos que podem levar alguém a responder dessa forma, estão a tendência de minimizar o desconforto, o esforço para evitar emoções incômodas. A dificuldade de falar sobre o que sente, o aprendizado de que certas emoções não deveriam ser mostradas e a necessidade de tomar distância psicológica diante de uma situação difícil.











