Na última terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil “não precisa” de escolas cívico-militares. Ele fez a declaração durante a sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE) no Palácio do Planalto. “Isso aqui [o PNE] é um retrato do que nós conseguimos fazer. Não contra, mas para mostrar que o Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar”, afirmou o presidente na ocasião.
Mas Lula também não disse que esse tipo de escola deve acabar no Brasil. Ele destacou que esse tipo de formação é importante para os estudantes que querem seguir a carreira militar, com uma formação voltada para a vida nas Forças Armadas. O presidente ainda defendeu a importância dessas escolas terem o mesmo conteúdo das escolas cívicas, além de cumprirem integralmente as diretrizes do PNE.
As declarações de Lula vão no contraponto da gestão anterior, de Jair Bolsonaro, que colocou as escolas cívico-militares como prioridade, chegando a criar uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.
Lula sancionou o novo PNE
O plano estabelece metas e objetivos para a educação nacional na próxima década. Entre elas, temos:
- Ter ensino integral em pelo menos 65% das escolas, atendendo 50% dos alunos;
- Ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até três anos;
- Alfabetizar pelo menos 80% dos alunos até o fim do segundo ano do Ensino Fundamental, incluindo a matemática nessas metas de alfabetização;
- Colocar todas as crianças de quatro e cinco anos na pré-escola;
- Ampliar o investimento público em educação, atingindo o equivalente a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país até o 7º ano de vigência e 10% do PIB até o final do decênio.




