Se você precisava de (mais um) motivo para não escalar o Monte Everest — não que nós consigamos imaginar por que alguém iria querer fazer isso —, aqui temos um: a sua urina pode contribuir para derreter a montanha. Parece mentira, mas é verdade: um estudo recente, abordado em uma matéria do The New York Times, aponta que a atividade humana no acampamento-base da montanha está ajudando no aquecimento de uma geleiras mais importantes do Himalaia, a Khumbu.
Durante a temporada de escaladas, cerca de seis mil litros de urina são produzidos diariamente no local. Ao longo da primavera, pesquisadores estimam que apenas a urina dos alpinistas seja a responsável por derreter cerca de 154 toneladas da geleira, segundo o jornal O Globo.
O estudo foi publicado em junho na revista Springer Nature Link e conduzido por cientistas do Nepal (onde fica o Everest) e dos Estados Unidos. Os pesquisadores analisaram dados de combustível e imagens de satélite do local entre 1991 e 2023. Os dados mostraram que a temperatura no acampamento-base aumentou cerca de duas vezes mais rápido do que em outras partes da geleira. Mas também não podemos colocar a culpa toda na urina. O impacto maior da atividade humana no Everest é explicado pelo combustível usado para aquecimento, iluminação e cozinha dos alpinistas.
Para tentar mitigar o impacto da atividade humana no Everest, os pesquisadores sugerem transferir o acampamento para uma área mais estável, diminuindo o impacto sobre a geleira Khumbu.
Quantas pessoas escalam o Everest todos os anos?
De acordo com o site Ian Taylor Trekking, cerca de 800 pessoas tentam chegar ao cume do Monte Everest todos os anos. O Parque Nacional de Sagarmatha, onde ele se localiza, recebe cerca de 100 mil visitantes por ano e, todos os dias, cerca de 500 pessoas vão ao acampamento-base do Everest.











