Antes dos celulares irem parar na mão de todo mundo, até mesmo da sua avó, as pessoas precisavam dos orelhões quando iam fazer uma ligação e não estavam em casa. Dependendo da sua idade, leitor, você se lembra ou de usá-los ou de pedir para discar os números enquanto sua mãe fazia uma ligação (meu caso é o segundo). Mesmo que eles tenham caído em desuso com o avanço da tecnologia, era comum vermos essas relíquias do passado espalhadas pela rua afora… mas isso mudou.
Em janeiro deste ano, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou a retirada de vez dos últimos orelhões que ainda estavam espalhados pelo Brasil. A medida veio depois que, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das empresas que eram responsáveis pelo aparelho (até que durou bastante, não é mesmo?). Com o fim das concessões, Algar, Claro, Oi, Telefonica e Sercomtel deixaram de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura dos telefones públicos.
Apesar da concessão só ter acabado no ano passado, a retirada dos orelhões das ruas tinha começado muito antes. Em 2020, o Brasil ainda tinha cerca de 202 mil orelhões. No começo deste ano, restavam cerca de 38 mil.
Os orelhões ainda devem ser mantidos em algumas cidades
O g1 explica que a extinção desses telefones públicos não é imediata em todos os locais, já que eles devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível até 2028. “As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028”, afirma a Anatel em comunicado.












