Carlo Ancelotti deu sinais de que seu ciclo à frente da Seleção Brasileira poderá terminar antes da Copa do Mundo de 2030. Em entrevista à TV Globo, pouco menos de um mês após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final do Mundial de 2026, o treinador italiano fez uma autocrítica sobre a derrota por 2 a 1 e também avaliou que a competição marcou o encerramento de uma geração que teve nomes importantes do futebol brasileiro.
“Acho que com essa Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”, afirmou Ancelotti.
A declaração ocorre enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já começa a intensificar o acompanhamento de jovens atletas. A ideia é aproximar a Seleção principal das categorias de base e preparar novos jogadores para os próximos ciclos, sem necessariamente promover uma ruptura imediata com os nomes mais experientes.
Ancelotti admite erro na eliminação do Brasil
O treinador reconheceu que tomou uma decisão equivocada durante a partida contra a Noruega. Segundo Ancelotti, as mudanças realizadas depois da parada para hidratação fizeram a equipe perder o controle do confronto.
“A autocrítica que eu posso fazer, que eu fiz depois do jogo, é que eu mudei a estrutura do time depois da parada para hidratação e aí perdemos o controle do jogo”, explicou.
Ancelotti também ponderou que sua avaliação sobre o trabalho precisa considerar o curto período que teve para preparar a equipe. O italiano comandou o Brasil por apenas um ano antes da disputa do Mundial e enfrentou ainda uma série de problemas físicos.
Ao todo, oito jogadores foram perdidos por lesão antes da convocação ou durante a própria competição. Entre os atletas que ficaram fora antes do torneio estavam Éder Militão, Estêvão e Rodrygo. Durante a Copa, Lucas Paquetá e Raphinha também entraram na lista de desfalques.
CBF já prepara renovação da Seleção
Enquanto Ancelotti avalia o futuro de seu trabalho, a CBF retomou o acompanhamento presencial de partidas do futebol brasileiro. A estratégia busca identificar jogadores capazes de integrar a Seleção nos próximos anos e estabelecer uma conexão maior entre as categorias de base e a equipe principal.
A movimentação já foi observada neste sábado (8), quando Rodrigo Caetano, coordenador geral das Seleções Masculinas, acompanhou o empate por 1 a 1 entre Botafogo e Fluminense, no Nilton Santos, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Juan Santos e os analistas Bruno Baquete e Thomaz Araújo também participaram da observação.
O trabalho agora ganha uma importância adicional porque Ancelotti terá de definir quais jogadores podem permanecer no projeto e quais novos nomes terão espaço na Seleção.
Jovens brasileiros entram no radar
Entre os jogadores monitorados aparecem nomes de diferentes clubes brasileiros. Para a posição de volante, Luis Pacheco, do Palmeiras, Huguinho, do Botafogo, e Zé Lucas, do Cruzeiro, são observados como alternativas para o setor de marcação.
Entre os segundos volantes, estão Gabriel Bontempo, do Santos, Breno Bidon, do Corinthians, Ramon Rique, do Vasco, e Eduardo Pape, do Cruzeiro.
Na criação, a lista inclui Gui Amorim, do Corinthians, Eduardo Conceição, do Palmeiras, Jean Carlos, do Fluminense, Kauã Pavuna, do Flamengo, Gabriel Mec, do Grêmio, e José Henrique, do Athletico.
O monitoramento também alcança jogadores que atuam fora do país. Gabriel Carvalho, atualmente no Al-Qadsiah, da Arábia Saudita, e Isaque, do Shakhtar Donetsk, estão entre os atletas acompanhados pela estrutura da Seleção.












