A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou que iniciou conversas com Pep Guardiola para comandar a seleção italiana, aumentando as especulações sobre quem será o sucessor de Gennaro Gattuso no comando da Azzurra. Enquanto isso, Carlo Ancelotti, atualmente à frente da seleção brasileira, não aparece entre os nomes considerados para o cargo.
O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, revelou que Guardiola faz parte da lista de candidatos analisados e afirmou que a entidade está disposta a fazer um esforço financeiro para tentar contratar o treinador espanhol, que está livre no mercado após deixar o Manchester City.
Durante participação no podcast Cronache di Spogliatoio, Malagò confirmou que as conversas com Guardiola foram abertas oficialmente.
Segundo o dirigente, a negociação não significa que o acordo será concretizado, mas considera importante manter o diálogo com um treinador do nível do espanhol.
Além de Guardiola, nomes como Roberto Mancini e Andrea Pirlo também fazem parte da lista de possíveis candidatos, embora a federação afirme que outras opções continuam sendo avaliadas.
Guardiola, de 55 anos, já declarou em diferentes ocasiões que pretende comandar uma seleção nacional antes de encerrar a carreira. Ao longo de sua trajetória como treinador, conquistou 41 títulos importantes por Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, incluindo três edições da Liga dos Campeões.
Dirigentes defendem técnico italiano
Apesar do interesse em Guardiola, a possibilidade de um treinador estrangeiro assumir a seleção italiana divide opiniões.
O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI), Luciano Buonfiglio, afirmou que prefere ver um técnico italiano no comando da equipe.
Segundo ele, a única solicitação feita ao presidente da FIGC é que a escolha recaia sobre um profissional do próprio país.
Negociação ainda enfrenta obstáculos
Embora a federação confirme as conversas, fontes ligadas às negociações indicam que o diálogo com Guardiola foi breve.
De acordo com informações divulgadas pela ESPN, o treinador espanhol pretende fazer um período sabático após quase uma década no comando do Manchester City, o que reduz as chances de um acordo imediato com a seleção italiana.
A Itália busca um novo comandante desde a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo após a derrota para a Bósnia-Herzegovina na repescagem das Eliminatórias, resultado que tirou a Azzurra da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.








