Sair de férias deveria ser sinônimo de descanso, mas para muita gente a tranquilidade acaba comprometida pela preocupação com a segurança do imóvel. O que poucos percebem é que, na maioria dos casos, roubos não acontecem por falhas sofisticadas de segurança, e sim por sinais evidentes de que a casa está desocupada. Cortinas sempre fechadas, correspondências acumuladas e ausência total de movimento funcionam como um convite silencioso para invasões.
Embora medidas como trancar portas, fechar janelas e desligar o gás sejam indispensáveis, elas não resolvem o problema se o imóvel “entrega” visualmente que ninguém está ali. A prevenção começa justamente na aparência externa da casa — algo frequentemente negligenciado nos dias que antecedem a viagem.
Criminosos observam rotinas. Uma residência que permanece dias sem qualquer alteração no cenário chama atenção rapidamente. Luzes apagadas o tempo todo, panfletos se acumulando no portão, jardim sem manutenção ou lixo fora do padrão habitual são indícios claros de ausência.
Esse descuido é comum porque acontece em um momento de pressa: malas, horários, documentos e deslocamentos ocupam a mente, enquanto o planejamento da segurança fica em segundo plano. No entanto, são justamente esses detalhes externos que mais influenciam a decisão de um invasor.
Medidas simples que fazem diferença
Especialistas em segurança reforçam que não é preciso investir em sistemas caros para reduzir riscos. Pequenas ações, quando combinadas, tornam o imóvel menos atrativo para criminosos:
- Evite comentar sobre a viagem em locais públicos ou perto de desconhecidos
- Avise um vizinho de confiança sobre a ausência e mantenha contato durante o período fora
- Em viagens longas, peça para alguém ir ao imóvel ocasionalmente
- Cuide da aparência externa: jardim aparado, quintal limpo e fachada conservada
- Suspenda entregas de jornais, padaria e encomendas
- Peça para recolher correspondências e panfletos
- Não deixe luzes acesas continuamente, pois isso também denuncia ausência
- Desligue a campainha, gerando dúvida para quem tocar
- Nunca deixe chaves em portarias ou “esconderijos” improvisados
Segurança também faz parte da viagem
Planejar a proteção da casa deve ser parte do roteiro, assim como reservar hospedagem ou organizar documentos. Uma residência que aparenta rotina normal reduz drasticamente o risco de invasões.
Com atenção aos detalhes e apoio de pessoas de confiança, é possível sair de casa sabendo que, na volta, as únicas surpresas serão as boas lembranças da viagem — e não prejuízos inesperados.




