A maioria das pessoas que já andou de avião pensou, nem que seja por um minuto: “e se esse avião cair?”. Acidentes aéreos são estatisticamente bem mais raros do que acidentes automobilísticos, por exemplo, mas também são mais fatais. Mas isso não quer dizer que nunca existam sobreviventes desse tipo de acidente. Em 2009, a tragédia do Voo 626 do Iêmen deixou 152 mortos, com a exceção de Bahia Bakari, uma garota de 12 anos.
Francesa, Bahia é a mais velha entre quatro filhos do casal Kasim Bakari e Aziza Aboudou. Ela e a mãe Aziza decidiram aproveitar as férias de verão para viajar para Comores, na África Oriental, o país de origem da família. De Paris, França, elas foram para Marselha, outra cidade francesa, e então para o Iêmen, onde embarcaram no voo 626. De acordo com o Aventuras na História, nos últimos momentos da viagem, a aeronave começou a perder altitude e se chocou com o mar, deixando o avião em pedaços.
Bahia foi a única sobrevivente do acidente de avião
Lançada para fora do avião sem um colete salva-vidas, a menina, que tinha apenas conhecimento básico de natação, agarrou-se a um pedaço de fuselagem da aeronave destroçada. Ela ficou à deriva no mar, sem água e sem comida, por nove horas, até ser encontrada por uma embarcação privada que estava ajudando nas buscas na região.
Segundo o Aventuras, ela voltou para a França para encontrar o pai e os irmãos, e no hospital descobriu que era a única sobrevivente do acidente e que sua mãe havia falecido. A garota tinha algumas lesões como fraturas na pélvis e na clavícula, machucados no rosto e queimaduras nos joelhos, que parecem insignificantes ao lembrarmos que o acidente matou 152 pessoas. Ela ganhou o apelido na imprensa de “A Menina Milagrosa”.










