Antes de se tornar lateral-direito com carreira internacional, Daniel Alves trabalhou como figurante no filme “Guerra de Canudos” aos 15 anos, ganhando entre R$ 5 e R$ 10 por dia como pagamento.
O longa foi rodado em Juazeiro, na Bahia, município onde o jogador nasceu em 6 de maio de 1983. O filme oferecia alimentação e uma pequena quantia diária a quem participasse das gravações.
Nascido em Juazeiro, Daniel Alves da Silva construiu uma carreira que lhe rendeu 43 títulos oficiais e o tornou o segundo jogador com mais troféus na história do futebol, atrás apenas de Lionel Messi.
Sua trajetória começou nas categorias de base: atuou pela Juazeiro entre 1996 e 1998 e depois pelo Bahia, de 1998 a 2001, antes de se profissionalizar e ganhar projeção internacional.
O surgimento e a conquista europeia
Após se profissionalizar em 2001, Daniel Alves jogou 37 partidas pelo Bahia até 2003 e marcou 5 gols como lateral-direito. A transferência para o Sevilla, em 2003, iniciou sua trajetória no futebol europeu. No clube, ele disputou 250 partidas e marcou 16 gols até 2008.
O Barcelona, porém, foi o clube em que o baiano viveu seu auge. Entre 2008 e 2016, disputou 391 partidas e conquistou mais da metade de seus 43 títulos oficiais.
Episódio da simulação relembrou anos de “atuação”
Durante o jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões em 2011, Daniel Alves simulou uma falta de Pepe e conseguiu que o zagueiro do Real Madrid fosse expulso. O lateral voltou para o campo sem demonstrar dor logo em seguida, um comportamento que atraiu críticas severas da imprensa de Madri.
O Barcelona se beneficiou da superioridade numérica e venceu por 2 a 0.
A atitude provocou um debate entre árbitros brasileiros, e em resposta ao UOL Esporte, a Associação dos Árbitros de Futebol (Anaf) condenou a prática de simulação no futebol. Marco Antônio Martins, presidente da entidade, afirmou na época que essa conduta é recorrente entre jogadores brasileiros, tanto no futebol nacional quanto no exterior.
Segundo ele, jogadores brasileiros frequentemente tentam cavar pênaltis ou faltas em qualquer disputa mais forte. Quando conseguem enganar o árbitro, a culpa recai sobre o juiz, quando deveria recair sobre o jogador que tenta iludir a arbitragem. Martins defendeu os árbitros do Brasil ao dizer que eles são vítimas frequentes dessas simulações.
Ele também observou que a torcida brasileira pode celebrar esse tipo de ação como astúcia do jogador, enquanto a cultura europeia não valoriza esse comportamento. Segundo o dirigente, a diferença reforça as abordagens distintas entre os dois continentes.











