Com apenas 16 anos, a estudante brasileira Júlia Passarini conquistou uma oportunidade que a maioria dos adultos nem sonha em conseguir. A cearense foi uma das estudantes escolhidas em uma seleção internacional para viajar para o Ártico, o Polo Norte, uma das regiões mais extremas do planeta. A seleção reúne cerca de cinco mil estudantes de 23 países e Júlia foi a escolhida para representar o Brasil.
Promovida pela estatal russa de energia nuclear Rosatom, a expedição vai durar cerca de dez dias, durante os quais os participantes vão percorrer o Oceano Ártico. A programação inclui palestras, workshops, experimentos, atividades práticas e intercâmbio cultural, proporciona contato com pesquisadores e especialistas, além de experiências voltadas à navegação polar, às aplicações de tecnologias nucleares e ao funcionamento de um quebra-gelo nuclear.
A expedição acontece a bordo de um quebra-gelo de propulsão nuclear 50 Let Pobedy (50 Anos da Vitória).
Brasileira define expedição como um “presente”
“Vou me lembrar deste dia para sempre. Neste momento, são muitas emoções: alegria, ansiedade, entusiasmo e uma enorme vontade de partir logo nessa viagem. Sempre gostei de tudo o que é novo e de descobrir como o mundo funciona. Para mim, esta expedição é um verdadeiro presente”, declarou Júlia antes de embarcar, segundo a revista Veja.
“Estamos partindo rumo ao Polo Norte, e isso parece inacreditável. Quero absorver cada minuto desta viagem, aprender coisas novas, fazer perguntas e voltar para casa com uma vontade ainda maior de estudar, explorar e seguir em frente”, completou a jovem.
Júlia Passarini também já conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e o quinto lugar na Pan American Girls’ Mathematical Olympiad (PAGMO) 2025, tendo conseguido uma bolsa integral de estudos no Colégio Farias Brito.










