Aos 79 anos, Arnold Schwarzenegger continua mantendo uma rotina diária de exercícios, mas o treinamento que acompanha o ator e ex-fisiculturista hoje é bastante diferente daquele adotado no auge de sua carreira. Depois de décadas submetendo o corpo a cargas elevadas e sessões extensas, ele reduziu o tempo de academia e passou a recorrer mais a máquinas para lidar com limitações nos ombros e nos joelhos.
A relação de Schwarzenegger com a musculação começou ainda na adolescência, aos 15 anos. A dedicação ao esporte o levou ao primeiro título de Mr. Olympia em 1970, quando tinha apenas 23 anos. Ao longo da carreira, ele conquistou a competição sete vezes e se tornou uma das figuras mais conhecidas da história do fisiculturismo.
No auge da preparação, sua rotina podia envolver entre 80 e 100 séries de exercícios para trabalhar diferentes grupos musculares. Com o passar das décadas, porém, o austríaco naturalizado norte-americano percebeu que manter o mesmo modelo de treinamento não seria a melhor estratégia para preservar a capacidade física.

Por que Schwarzenegger mudou os exercícios
Em entrevista ao Business Insider, Schwarzenegger explicou que atualmente prefere utilizar equipamentos que ofereçam mais estabilidade. Segundo ele, problemas nos joelhos e nos ombros fizeram com que determinados movimentos com pesos livres se tornassem menos adequados.
A mudança, entretanto, não significa que o ator considere barras, halteres e kettlebells ultrapassados. Pelo contrário: para quem está começando, ele continua defendendo o aprendizado com pesos livres antes da utilização predominante de máquinas.
A diferença está na fase da vida e nas necessidades individuais. Pesos livres exigem maior estabilização e podem trabalhar diversos grupos musculares simultaneamente. Já as máquinas proporcionam mais suporte ao corpo e permitem controlar melhor determinados movimentos, característica que pode ser especialmente útil para pessoas mais velhas ou que estejam lidando com lesões e limitações de mobilidade.
A estratégia adotada pelo ex-fisiculturista, portanto, não é abandonar a musculação, mas adaptar a maneira de praticá-la.
Exercícios básicos continuam no centro da rotina
Mesmo com a mudança de equipamentos, Schwarzenegger continua defendendo uma abordagem relativamente simples para quem deseja desenvolver força e manter a musculatura.
Movimentos como agachamento, levantamento terra, remada e supino permanecem entre os exercícios que considera fundamentais. Para ele, a busca por rotinas cada vez mais sofisticadas pode fazer com que as pessoas deixem de lado movimentos tradicionais que continuam eficientes.
A lógica também se aplica à frequência. Em vez de transformar cada sessão em um treinamento extremamente longo, a ideia é aproveitar melhor o tempo disponível e escolher exercícios compatíveis com as condições do corpo.
Essa adaptação ganha importância com o avanço da idade, quando a recuperação e a preservação das articulações passam a ter um peso maior na elaboração dos treinos.
Rotina também é uma ferramenta para manter a disciplina
Além da escolha dos exercícios, Schwarzenegger atribui grande importância à criação de hábitos automáticos. Para ele, uma rotina estabelecida reduz a necessidade de tomar decisões diariamente sobre aquilo que já deveria fazer parte do cotidiano.
O conceito funciona como uma espécie de “âncora”: uma sequência de atividades realizada sempre na mesma ordem até que o comportamento se torne automático.
A recomendação é começar de maneira simples. Depois do café, por exemplo, a pessoa pode estabelecer uma atividade fixa, como correr, ir à academia ou estudar. O objetivo é decidir antecipadamente o que será feito e transformar essa decisão em hábito.
A estratégia também evita depender exclusivamente da motivação. Em vez de esperar pela disposição para treinar, a atividade passa a fazer parte da programação diária.











