Betty Bromage, de 97 anos, voou sobre a asa de um avião no aeródromo de Cirencester, em Gloucestershire, no Reino Unido, em 4 de agosto. Com a manobra, estabeleceu dois recordes mundiais simultâneos: tornou-se a pessoa mais velha a executar um loop-the-loop, uma manobra de loop completo, em voo de asa.
Ela também renovou seu próprio recorde como a mulher mais velha a realizar acrobacias aéreas sobre a asa de um avião. Os recordes foram alcançados quando Betty tinha 97 anos e 145 dias. Ela havia estabelecido o primeiro recorde, de mulher mais velha em voo de asa, em 2022, aos 93 anos.
A jornada que começou aos 87
Betty mudou-se para uma residência protegida aos 87 anos e enfrentou uma decisão: aceitar as limitações ou buscar novas experiências. Depois de passar um período sem conseguir caminhar, ela voltou a andar. Inspirada pelo apresentador Ben Fogle, que ajudava pessoas com deficiência a escalar montanhas, decidiu fazer algo diferente: ficar em pé sobre a asa de um avião em voo.
Desde então, Betty repetiu a atividade várias vezes para arrecadar fundos para instituições de caridade. No voo de agosto, os recursos beneficiaram a Cheltenham Gloucester Hospitals Charity. Além de caminhar sobre asas de avião, ela fez uma tirolesa em Snowdonia e praticou rapel.
Determinação na asa
Durante o voo de agosto, o piloto sugeriu que Betty tentasse o loop-the-loop, manobra que coloca o avião completamente de cabeça para baixo, e ela aceitou o desafio.
Em entrevista ao Guinness World Records, ela descreveu a experiência de ficar de cabeça para baixo na asa como algo que exigia confiança absoluta no piloto. Também era preciso manter a concentração enquanto tudo girava ao seu redor.
A família considerava seus planos audaciosos uma loucura, e seu filho e sua nora precisaram de tempo para se acostumar com a ideia. Os dois, porém, estiveram presentes em cada etapa da jornada. Questionada se pretende parar, Betty respondeu que, embora não queira viver até os 100 anos, se chegar lá, estará fazendo outro voo de asa.
Betty atribui sua disposição para agir a um lema que aprendeu aos 18 anos, quando trabalhava como enfermeira em uma casa Barnardo. Em entrevista ao Guinness World Records, ela disse que a frase que a guia desde então é esta: passamos uma única vez neste mundo; qualquer bem que se possa fazer.











