O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (9) que a guerra contra o Irã deve terminar “imediatamente após” as eleições norte-americanas em 3 de novembro. Segundo o republicano, o governo iraniano estaria tentando prolongar o conflito para influenciar o resultado da votação, mas não teria capacidade de sustentar a guerra por muito mais tempo diante da pressão econômica exercida por Washington.
Trump também associou diretamente o encerramento dos confrontos à redução dos preços do petróleo. Na avaliação do presidente, os valores devem começar a cair de maneira acentuada depois das eleições. “Acho que a guerra vai terminar imediatamente após a eleição porque eles não conseguem mais resistir”, declarou o chefe da Casa Branca.
A declaração foi dada enquanto Trump seguia para o Texas para participar da primeira convenção de meio de mandato do Partido Republicano. No evento, ele voltou a defender que os impactos econômicos provocados pelo conflito no curto prazo seriam necessários para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Trump aposta no fim da guerra após votação
O presidente norte-americano afirmou que Teerã estaria tentando interferir nas eleições para favorecer uma composição política mais fraca diante do governo iraniano. Trump argumentou que o país buscaria eleger um grupo que, segundo sua avaliação, permitiria ao Irã continuar avançando em direção à obtenção de uma arma nuclear.
A previsão ocorre em meio a um cenário político delicado para o governo. Trump enfrenta queda nos índices de aprovação em pesquisas e também pressão dentro do próprio Partido Republicano para encerrar a guerra. Mesmo diante das críticas, o presidente afirmou que os norte-americanos continuam apoiando a ofensiva militar contra o Irã.
Ao abordar o mercado de energia, Trump declarou que os preços do petróleo devem despencar depois da eleição. “Logo após a eleição, os preços do petróleo vão cair”, afirmou a jornalistas. Ele reconheceu, porém, que a redução dos valores poderá levar um pouco mais de tempo para ocorrer do que o encerramento do conflito.
Desde o início da guerra, Trump e integrantes de sua administração vêm afirmando que os custos do petróleo cairiam significativamente assim que os combates terminassem. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a prever que os preços da gasolina poderiam retornar para perto de US$ 3 por galão até o Dia do Trabalho, feriado também celebrado nos Estados Unidos.
A projeção, no entanto, não se concretizou. O governo norte-americano havia estimado inicialmente que a guerra duraria entre quatro e seis semanas, mas a capacidade do Irã de interromper efetivamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz contribuiu para prolongar a crise energética e manter os preços em trajetória de alta.
Estreito de Ormuz mantém crise energética
Cerca de seis meses após o início dos confrontos, os Estados Unidos ainda buscam maneiras de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo. Antes da crise, aproximadamente um quinto do fluxo diário de petróleo do planeta passava pela região.
A interrupção do tráfego transformou o estreito em um dos principais pontos de tensão do conflito e dificultou a circulação de navios-tanque. A situação também aumentou a preocupação dos mercados internacionais com a oferta de energia, especialmente porque o Irã continua demonstrando capacidade de atacar embarcações que tentam atravessar a região.
Na tentativa de ampliar a pressão sobre Teerã, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos lançou no mês passado uma nova ofensiva econômica. A estratégia prevê sanções contra países que mantenham relações comerciais com o regime iraniano caso não interrompam seus vínculos.
Apesar das medidas, o governo Trump ainda enfrenta dificuldades para convencer empresas e operadores de navios-tanque a retomarem o trânsito regular pelo Estreito de Ormuz enquanto persistir o risco de ataques.











