Em 2026, uma pesquisa conduzida pela fintech Meutudo revelou que quatro em cada dez segurados do INSS desconhecem completamente as mudanças recentes nas regras do crédito consignado. Realizada em todo o território nacional, a pesquisa entrevistou mais de 5 mil aposentados e pensionistas. O levantamento destacou a necessidade de maior divulgação das novas normas impostas ao crédito consignado.
Além da falta de conhecimento, muitos não entendem por que essas alterações foram implementadas. As mudanças surgiram para melhorar o controle financeiro dos segurados e subsidiar a sustentabilidade dos empréstimos consignados.
O levantamento ilustra que tanto a falta de informação quanto o entendimento do porquê das mudanças representam barreiras significativas para a adaptação dos beneficiários.
Atualizações nas regras do crédito consignado
As novas regras do crédito consignado INSS alteraram drasticamente as condições para contratação. A margem consignável foi reduzida de 45% para 40% da renda mensal. Essa mudança eliminou categorias antigas, reestruturando as regras de empréstimo.
Além disso, o prazo para quitação das dívidas foi estendido de 96 para 108 meses. Segundo a pesquisa, essas modificações ainda são desconhecidas por muitos.
Para assegurar a precisão dos dados, a mudança está documentada na Instrução Normativa nº 138 PRES-INSS. A extensão do prazo oferece aos beneficiários mais tempo para pagar seus compromissos.
Ao tomarem conhecimento das alterações, muitos segurados expressaram que as novas regras são vantajosas. Aproximadamente 59% dos entrevistados veem positivamente a carência de 90 dias para a primeira parcela. Essa medida destaca a busca por maior segurança financeira já que 49% aprovaram a simplificação da margem para 40%.
A pesquisa destaca ainda que as medidas trouxeram um impacto positivo na percepção de segurança pessoal. Com a introdução das novas regras, o interesse por empréstimos entre beneficiários aumentou notavelmente. Cerca de 44% demonstraram interesse em firmar novos acordos de crédito, enquanto 19% procuram refinanciar dívidas existentes.




