Recentemente, arqueólogos encontraram um assentamento indígena de cerca de 11 mil anos na região de Saskatchewan, no oeste do Canadá. Para especialistas, essa descoberta pode ajudar a “reescrever a história das populações indígenas” da América do Norte, segundo o Aventuras na História.
Até então, foram encontradas ferramentas de pedra, materiais de fabricação de ferramentas e região de fogueiras permanentes, entre outros indícios da população que vivem lá há milhares e milhares de anos. Esses tipos de achados são o que fazem os arqueólogos acreditarem que essa foi uma região de assentamento de longo prazo.
Assentamento pode mudar o que historiadores acreditavam saber sobre indígenas da região
E o que isso revela de interessante para a história dos povos indígenas da América do Norte é que eles provavelmente saíram do modelo de vida nômade para um estilo “seminômade” bem antes do que os historiadores acreditavam. Essa nova região em Saskatchewan dá indícios de ocupação constante por centenas de anos.
“A evidência de assentamentos de longo prazo e administração de terras sugere uma presença enraizada. […] Também levanta questões sobre a Teoria do Estreito de Bering, apoiando histórias orais de que as comunidades indígenas viveram aqui por inúmeras gerações”, destaca o Dr. Glenn Stuart, da Universidade de Saskatchewan.
Atualmente, ainda existe na região a Sturgeon Lake First Nation (ou Primeira Nação do Lago Sturgeon), uma comunidade indígena que busca preservar a memória do local. A líder da comunidade, Christine Longjohn, aponta que a descoberta do assentamento é uma lembrança da presença dos ancestrais deles há milhares de anos. “Nossas vozes foram silenciadas, mas este sítio fala por nós, provando que nossas raízes são profundas e ininterruptas. Carrega os passos de nossos antepassados, suas lutas, seus triunfos e sua sabedoria”, destacou a líder indígena.



