A queda da araucária “Pinheirão”, uma das maiores do Brasil, em Caçador, Santa Catarina, impulsionou uma ação emergente para preservar seu material genético. Com altura de 44 metros, equivalente a um prédio de 14 andares, a árvore era a quarta maior do país e um símbolo da Estação Experimental da Embrapa Florestas.
A urgência de proteger suas características únicas motivou os pesquisadores a iniciar a clonagem, buscando garantir a continuidade genética do Pinheirão.
Clonagem genética
A clonagem de araucárias, um método já testado no Paraná, surge como solução para a preservação da “Pinheirão”. Essa técnica envolve a extração e enxertia de partes do tronco, visando criá-las geneticamente superiores e, idealmente, com frutificação precoce.
Embora o tronco oco impeça a contagem de anéis de crescimento, dificultando a determinação exata da idade, cada etapa revelará detalhes críticos da árvore monumental.
Desafios ambientais
Os cientistas enfrentam dificuldades significativas devido às condições climáticas extremas que afetam a região sul de Santa Catarina, como chuvas intensas que podem enfraquecer a estabilidade das raízes. A análise estrutural do tronco pode oferecer insights valiosos sobre o crescimento e resistência das araucárias antigas, ajudando a aprofundar o conhecimento sobre essas gigantes da Mata Atlântica.
O projeto de clonagem avança constantemente. Com o material genético recuperado da “Pinheirão”, os cientistas esperam resultados promissores no curto prazo. A comunidade científica aguarda com expectativa as novidades que poderão emergir desse processo.



