Ídolo do Atlético-MG e integrante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, Bernard revelou que recebeu propostas de grandes clubes do futebol brasileiro, incluindo Flamengo, Palmeiras e Corinthians, antes de definir seu retorno ao clube mineiro. Segundo o atacante, a prioridade sempre foi cumprir a promessa feita ao Galo após mais de uma década atuando no exterior.
Anunciado pelo Atlético no início de 2024, o jogador de 33 anos só desembarcou em Belo Horizonte no meio daquela temporada, encerrando uma trajetória de 11 anos fora do país. Durante o período de negociações, outras equipes apresentaram ofertas, inclusive com valores superiores, mas o desejo pessoal acabou prevalecendo.
Bernard deixou o Atlético em 2013, após se destacar nas conquistas do clube e ser negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Na ocasião, manifestou publicamente a intenção de um dia retornar ao time alvinegro, algo que se concretizou mais de dez anos depois.

Assédio do mercado continua, mas atacante descarta saída
Mesmo com contrato válido até o fim de 2027, o camisa 11 revelou que voltou a receber propostas recentemente, inclusive para retornar à Grécia, onde atuou pelo Panathinaikos. O atacante confirmou conversas e sondagens, mas ressaltou que não pretende deixar o Atlético.
“Estou onde eu quero estar e estou muito feliz. Mesmo quando as coisas não estavam funcionando, eu sabia que poderia dar uma virada”, afirmou o jogador.
No futebol grego, Bernard disputou 84 partidas pelo Panathinaikos, com 13 gols e 15 assistências. Antes disso, também defendeu Everton, da Inglaterra, e Al Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos.
De criticado a peça fundamental do time
A readaptação ao futebol brasileiro foi marcada por altos e baixos. Bernard chegou a ser alvo de críticas da torcida e da imprensa, especialmente após alguns resultados negativos do Atlético em competições internacionais.
No entanto, o atacante deu a volta por cima e encerrou o primeiro semestre de 2026 em alta. Sob o comando do técnico Eduardo Domínguez, ganhou espaço entre os titulares e se tornou uma das principais peças da equipe.
Na Copa Sul-Americana, o camisa 11 se consolidou como o maior artilheiro da história do Atlético na competição, com seis gols marcados. Em 2026, o jogador soma 28 partidas, cinco gols e uma assistência pelo clube mineiro.




