De acordo com a previsão de analistas, contratos coletivos de planos de saúde devem ter um aumento, em média, entre 9% e 10% este ano. É um aumento menor do que o do ano passado, em que o aumento médio de contratos empresariais ficou em 11%, mas a taxa ainda é o dobro da inflação esperada para este ano (4,80% até o fim de 2026, segundo pesquisa do Banco Central).
Lembrando que estamos falando do reajuste de contratos coletivos de planos de saúde, divididos em empresariais e por adesão através de sindicatos ou associações. Para planos individuais ou familiares, o reajuste anual tem que respeitar o teto de 6,06%, estabelecido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) para 2025/2026.
Segundo matéria do Globo, nos últimos anos, operadoras de planos de saúde vêm aplicando percentuais mais altos nos seus contratos, uma forma de compensar perdas registradas na pandemia. Em alguns casos, os reajustes chegaram até 40%. Em 2023 e 2024, os aumentos médios ficaram em 4,14% e 13,19%, respectivamente.
Como é feito o aumento anual de planos de saúde
Os reajustes anuais são feitos a partir de indicadores apurados no ano anterior, como a inflação médica, que tem ficado bem acima do IPCA. O indicador leva em conta “variações de medicamentos, equipamentos hospitalares e novas tecnologias”, explica o Globo, além da frequência de uso dos usuários.
Por fim, ainda temos a sinistralidade, parcela das receitas da operadora com o uso em si dos planos, os custos dos usuários. No ano passado, o índice ficou em 81,7%.




