O possível fim da escala 6×1 tem sido um dos maiores debates do Brasil nos últimos dois anos, gerando muitas discussões sobre os vários aspectos por trás dessa escala de trabalho. Um dos maiores debates, claro, é sobre os impactos econômicos que o fim dessa escala poderia trazer para o país. De acordo com um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado na última segunda (31/8), o mercado de trabalho pode precisa de 15 a 30 anos para conseguir se adaptar ao fim da escala 6×1.
Segundo o Correio 24 Horas, a proteção da Confederação é que o brasileiro precisaria aumentar sua produtividade de forma imediata entre 8,3% e 8,5% para que a “conta” do fim da escala pudesse fechar sem demissões e sem cortes salariais. Em alguns setores, esse aumento precisaria ser ainda maior: de 10,6% no comércio e 13,6% na agropecuária.
Porém, entre 1981 e 2024, a produtividade por hora do brasileiro cresceu, em média, 0,5% ao ano, média que caiu para 0,28% nos últimos três anos, segundo a CNI. Considerando esses números, seria necessário um período de 15 a 30 anos para a produtividade do brasileiro se adaptar ao novo cenário.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, posicionou-se contra o fim da escala, alegando que “não existe redução de jornada imposta por lei que não afete empregos, salários e produção. Nos três cenários, os trabalhadores perdem”.
Outros impactos do fim da 6×1
O estudo também analisa outros possíveis efeitos da redução da jornada.
Em um cenário de rejeição, em que as empresas tivessem que demitir funcionários por não absorverem o aumento dos custos, os empregos formais poderiam cair de cerca de 41 milhões para 18,9 milhões.
Em um cenário de acomodação, em que as empresas diminuissem os salários dos funcionários com jornadas menores, a massa salarial poderia cair entre 2,9% e 6%, entre R$ 4,3 bilhões e R$ 7,3 bilhões por mês, segundo a Confederação.











