A previsão de implementar a gratuidade no transporte público em 2026 nas capitais brasileiras indica uma potencial transformação econômica significativa. Segundo um estudo das universidades de Brasília (UnB) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado pelo professor Thiago Trindade, a política de tarifa zero poderia injetar R$ 60,3 bilhões anuais na economia.
Segundo os pesquisadores, no contexto atual, a implementação da tarifa zero no transporte público poderia assumir uma importância para o Brasil equivalente à do Programa Bolsa Família há vinte anos, atuando como uma espécie de “remuneração indireta” para a população.
A proposta, que visa beneficiar 27 capitais, está em discussão no governo federal, com um modelo de financiamento sugerido que substituiria o tradicional sistema de vale-transporte por contribuições de empresas públicas e privadas com mais de dez funcionários.
Impacto econômico
A eliminação do custo com passagens pode ampliar significativamente a capacidade de consumo das famílias. Com mais dinheiro disponível, consumidores têm aumentada sua liberdade financeira, gerando um ciclo mais intenso de consumo e, consequentemente, uma maior circulação de dinheiro no mercado.
Estudos comparativos indicam que, em outros países, a adoção do transporte público gratuito resultou em melhorias na qualidade de vida dos cidadãos e reduziu as emissões de gases poluentes.
Transformação social
A tarifa zero no transporte público também é vista como uma ferramenta poderosa de inclusão social. Ela alcançaria principalmente populações vulneráveis, como moradores das periferias.
A medida facilitaria o acesso ao emprego, à educação e aos serviços básicos, promovendo maior integração social e diminuindo desigualdades.
Financiar a ideia
Financiar essa transformação econômica e social é um dos desafios centrais. A proposta é criar um modelo de financiamento alternativo ao vale-transporte.
No novo modelo, apenas empresas com mais de dez funcionários estariam obrigadas a contribuir, isentando 81,5% dos estabelecimentos menores e evitando sobrecarregar o orçamento público.
O projeto de tarifa zero continua em pauta na Câmara dos Deputados e outros órgãos governamentais.



