Daqui a alguns anos, você não vai mais ver Bulldogs, Pugs, Boxers, e outros cães do tipo passeando com seus tutores pela Europa. Recentemente, a União Europeia (UE) aprovou uma nova legislação para melhorar o bem-estar de cães e gatos em todo o continente. Uma dessas medidas é a proibição da criação de animais com características que causam sofrimento crônico, incluindo-se aí as raças braquicefálicas (de focinho curto) ou com membros excessivamente curtos ou curvaturas na coluna.
As raças braquicefálicas são conhecidas principalmente pelo focinho curto e achatado, que é explicado por uma conformação diferente nos ossos do crânio desses animais. Infelizmente, essa característica faz com que muitos desses pets sofram com problemas respiratórias. Alguns sintomas de cachorros com esse tipo de problema são respiração ruidosa, tosse, engasgos e espirros reversos.
De acordo com o ISTOÉ Pet, a legislação aprovada pela UE estabelece que é ilegal “criar pets com características prejudiciais ao seu bem-estar”.
Existem projetos de lei semelhantes no Brasil
Segundo a Folha de Pernambuco, dois PLs semelhantes foram protocolados na Câmara dos Deputados, proibindo a aquisição, venda, importação e criação de animais com características físicas prejudicias, como os cães braquicefálicos.
O primeiro foi protocolado pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) em 2023. A proposta também destaca o sofrimento de bichinhos com muitas dobras na pele e de gatos com as orelhas dobradas. O segundo é do deputado Nilto Tatto (PT-SP), foi protocolado em 2024 e é mais específico em proibir a criação e comercialização dos braquicefálicos.
Esses dois projetos seguem em trâmite no Congresso Nacional. Vale destacar que, em ambos os casos, os tutores atuais de cães dessas raças não seriam impactados pela lei.




