Na última semana, o governo da Argentina anunciou uma medida que pode impactar significativamente o mercado automotivo brasileiro. O país decidiu eliminar o imposto de exportação de 4,5% sobre veículos produzidos localmente, vigente de julho de 2026 a junho de 2027.
Essa ação, parte de uma estratégia para fortalecer a competitividade da indústria argentina, visa principalmente o Brasil, um dos maiores destinos das exportações argentinas.
A suspensão desse imposto busca impulsionar o setor automotivo argentino, tornando seus produtos mais competitivos no Brasil. Historicamente, a Argentina foi um dos principais fornecedores de veículos para o mercado brasileiro.
No entanto, a China recentemente ultrapassou a Argentina em exportações, graças à forte demanda por veículos elétricos e híbridos. A nova medida fiscal argentina pode, portanto, representar um esforço para recuperar parte desse mercado perdido.
Perspectivas do mercado automotivo brasileiro
A eliminação do imposto pode reduzir significativamente o custo de exportação de veículos da Argentina para o Brasil. Essa redução pode tornar modelos populares, como a Volkswagen Amarok e o Fiat Cronos, mais acessíveis ao consumidor brasileiro.
Marcas como Ford e Toyota, que possuem produção significativa na Argentina, também podem se beneficiar. No entanto, os efeitos reais nos preços ainda dependem de diversos fatores econômicos.
Competição
Apesar da redução fiscal, desafios permanecem para as montadoras argentinas. O crescente mercado de veículos chineses no Brasil, impulsionado principalmente pelos modelos elétricos, continua a ser um competidor formidável.
Além disso, o governo argentino busca dinamizar a economia como um todo, aliviando tributos também no setor agrícola. A ação da Argentina pode fomentar competitividade no mercado brasileiro, potencialmente levando a preços mais baixos para o consumidor.



