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China detona os Estados Unidos com nova invenção e deixa Donald Trump furioso

Por Pedro Silvini
24/06/2026
Em Geral
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usa eua e china bandeiras

Foto: (Reprodução/Shutterstock)

A China retomou a liderança mundial em supercomputação ao colocar o sistema LineShine no primeiro lugar do ranking internacional TOP500, lista que reúne os computadores mais poderosos do planeta. O resultado encerra um período de domínio dos Estados Unidos e reforça os avanços chineses no desenvolvimento de tecnologias de ponta com infraestrutura própria.

Anunciado durante evento realizado em Hamburgo, na Alemanha, o novo ranking aponta que o LineShine, instalado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, alcançou desempenho de 2,198 exaflops, capacidade equivalente a mais de 2 quintilhões de cálculos por segundo. O resultado representa uma vantagem de aproximadamente 20% sobre o norte-americano El Capitan, que ocupava a liderança desde novembro de 2024.

A conquista marca a primeira vez desde 2017 que um sistema chinês assume a liderança global. Na ocasião, o supercomputador Sunway TaihuLight havia sido o último representante do país a ocupar o topo da classificação.

Foto: (Reprodução/China News Service)

China recupera liderança em corrida tecnológica

O avanço do LineShine ocorre em um momento de crescente disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, especialmente em áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, computação avançada e semicondutores.

Uma das características que mais chamou atenção dos especialistas é o fato de o sistema chinês operar exclusivamente com processadores convencionais (CPUs), sem depender das unidades gráficas (GPUs) amplamente utilizadas nos sistemas voltados para inteligência artificial. Segundo os dados divulgados pelo TOP500, a máquina consome cerca de 42,2 megawatts de energia para manter sua operação.

O ranking mostra ainda que o El Capitan, localizado no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, caiu para a segunda posição. Em terceiro lugar aparece o Frontier, do Laboratório Nacional Oak Ridge, no Tennessee. O Aurora, instalado em Illinois, ocupa a quarta colocação, enquanto o alemão Jupiter completa o grupo dos cinco supercomputadores mais potentes do mundo.

Esses cinco sistemas são atualmente os únicos computadores de escala exaflop oficialmente verificados no planeta.

Aplicações vão da medicina à defesa

Supercomputadores são capazes de executar tarefas milhares de vezes mais rapidamente do que computadores convencionais e desempenham papel fundamental em pesquisas científicas avançadas.

Essas máquinas são utilizadas em estudos para desenvolvimento de medicamentos, modelagem climática, previsão de fenômenos naturais, simulações nucleares, testes virtuais de equipamentos militares, pesquisas em inteligência artificial e análises complexas de comportamento humano.

Além de China e Estados Unidos, países como Alemanha, Itália, Suíça e Japão também aparecem entre os dez sistemas mais poderosos do mundo.

Europa amplia investimentos

A corrida global pela liderança tecnológica também mobiliza a Europa. No ano passado, a União Europeia anunciou um plano de 20 bilhões de euros para a construção de centros equipados com supercomputadores voltados ao desenvolvimento da próxima geração de modelos de inteligência artificial.

O projeto prevê a criação das chamadas “gigafábricas de IA”, estruturas capazes de reunir mais de 100 mil processadores avançados para pesquisas em áreas como saúde, biotecnologia, robótica, indústria e descobertas científicas.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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