Pesquisadores da Harvard Business School identificaram que fazer perguntas é mais eficaz para conquistar simpatia do que tentar impressionar os outros com inteligência ou carisma. A conclusão aparece em um artigo publicado na Harvard Business Review pela Dra. Alison Wood Brooks, cientista de pesquisa comportamental e professora.
Segundo ela, entre as reclamações mais comuns após conversas, como entrevistas ou primeiros encontros, estão frases como “queria que ele tivesse me feito mais perguntas”.
Em participação recente no podcast The Diary of a CEO, Wood Brooks compartilhou dez perguntas baseadas em pesquisa, elaboradas para tornar as pessoas mais queridas. Elas derivam das famosas 36 perguntas do psicólogo Arthur Aron, que mostrou como perguntas feitas alternadamente podem acelerar a intimidade entre duas pessoas. Wood Brooks adaptou o modelo para contextos sociais variados.
As perguntas reformuladas são:
- O que você tem feito ultimamente que te empolga?
- Existe algo em que você é bom, mas não gosta de fazer?
- E algo em que você não é bom, mas adora fazer?
- Há algum assunto sobre o qual você gostaria de aprender mais?
- Existe alguma habilidade que você gostaria de desenvolver?
- O que podemos celebrar sobre você?
- Alguém te fez rir recentemente e o que aconteceu?
- Qual é uma coisa fofa que seu filho, amigo, animal de estimação ou parceiro tem feito?
- Você cresceu em uma cidade grande?
- Você se apaixonou por alguma música, livro, filme ou série nova ultimamente?
Perguntas funcionam como ponto de partida
Segundo Wood Brooks, as perguntas listadas funcionam como ponto de partida. O ideal é preparar uma ou duas e mantê-las como temas certeiros para qualquer situação. Ela ressalta que é preciso escutar a resposta e fazer perguntas de acompanhamento para aprofundar a conversa.
A eficácia está no fato de serem abertas, permitindo que a pessoa fale sobre si mesma, algo de que a maioria gosta. Também dão permissão para vulnerabilidade, o que, segundo estudos, torna as pessoas mais queridas.











