Se você sofre de aracnofobia, medo de aranhas, escorpiões e outros aracnídeos, talvez esse não seja o melhor texto para você… Atualmente, a maior espécie de escorpião é o Gigantometrus swammerdami, espécie com quase 23 centímetros de comprimento que vive nas florestas da Índia. Mas a situação era diferente há milhões de anos atrás.
Na Grã-Bretanha, foram encontrados fósseis de centenas de milhões de anos atribuídos a uma antiga espécie de escorpião. O maior desses fósseis tem quase 16 cm de comprimento, o que não parece tão impressionante em comparação ao Gigantometrus… mas isso é só até você descobrir que esse fóssil não é o animal inteiro, mas apenas uma das suas pinças.
O maior escorpião que já caminhou pela Terra
O fóssil é de uma espécie chamada Praearcturus gigas, do maior escorpião que já passou pelo nosso planetinha. De acordo com a Superinteressante, novas estimativas apontam que esse animal teria chegado a medir mais de um metro de comprimento, próximo ao tamanho de um cão de grande porte ou de um gato gigante (da espécie Maine Coon).
Esse escorpião gigante teria vivido entre 412 e 415 milhões de anos atrás, na várzeas da região que hoje corresponde à Inglaterra e ao País de Gales. Os fragmentos fósseis da espécie foram descobertos no século 19 e ficaram armazenados no Museu de História Natural de Londres por mais de 150 anos antes que cientistas conseguissem atribui-los a uma espécie.
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, confirmaram que os fósseis pertencem ao Praearcturus gigas, utilizando técnicas avançadas de fotografia e tomografia computadorizada, além de comparar os vestígios com outros fósseis de outras espécies de escorpião.
“O Praearcturus viveu quando a vida em terra firme estava apenas começando e os ancestrais dos répteis, mamíferos e aves ainda não haviam deixado a água. Isso sugere que essa espécie pode ter atingido um tamanho tão grande porque não havia outros grandes predadores, o que lhe permitiu dominar seu ambiente”, explica o principal autor do estudo, Richard J. Howard, em nota.



