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Cientistas revelam o que pode causar o fim da vida na Terra e já existe uma data para acontecer

Por Pedro Silvini
10/09/2026
Em Geral
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planeta terra

(Reprodução/NASA)

O fim da vida complexa na Terra pode estar relacionado não apenas às mudanças climáticas, à poluição ou a um eventual impacto de asteroide, mas à própria evolução do Sol. Um estudo publicado na revista científica Nature Geoscience indica que o aumento gradual da luminosidade solar deverá alterar profundamente os ciclos químicos do planeta e, no futuro, provocar a perda da atmosfera rica em oxigênio que permite a existência de organismos complexos.

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De acordo com as projeções dos pesquisadores, a atmosfera terrestre deve permanecer com níveis de oxigênio superiores a 1% dos valores atuais por aproximadamente 1,08 bilhão de anos. Depois disso, a concentração do gás poderá cair drasticamente, tornando o planeta inóspito para formas de vida que dependem da respiração aeróbica.

O prazo, no entanto, não significa que a Terra deixará de existir ou que toda forma de vida desaparecerá exatamente nessa data. A estimativa se refere principalmente à manutenção de uma atmosfera rica em oxigênio e às condições necessárias para sustentar a vida complexa como a conhecemos.

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Sol - NASA
(Reprodução/NASA)

Sol mais brilhante terá papel decisivo

Pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos utilizaram modelos computacionais para simular a evolução futura dos ciclos de carbono, oxigênio, fósforo e enxofre na superfície terrestre. As projeções também levaram em consideração as mudanças climáticas e as interações entre a crosta, os oceanos, a atmosfera e o interior do planeta.

À medida que envelhece, o Sol se torna progressivamente mais luminoso. Com isso, a Terra receberá cada vez mais energia solar. Um dos efeitos será a aceleração do intemperismo de rochas de silicato, como basalto e granito.

Esse processo retira dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera e, por meio de reações químicas, contribui para que o gás fique armazenado em minerais carbonatados. Inicialmente, a diminuição do CO₂ tende a provocar um resfriamento do planeta.

O problema é que o dióxido de carbono também é essencial para a fotossíntese. Plantas utilizam CO₂, água e energia luminosa para produzir matéria orgânica e liberar oxigênio. Com a redução gradual da concentração do gás, a capacidade de fotossíntese também tende a diminuir, o que pode levar ao desaparecimento de determinadas espécies vegetais e, consequentemente, reduzir a produção de oxigênio.

Perda de oxigênio será consequência de um processo muito maior

Embora a redução do dióxido de carbono e da fotossíntese tenha influência no futuro da atmosfera, os modelos indicam que esse não seria o único nem necessariamente o principal mecanismo responsável pela queda do oxigênio.

Os pesquisadores analisaram dois cenários teóricos: um planeta semelhante à Terra com uma biosfera ativa e outro sem uma biosfera ativa. Em ambos, os resultados apresentaram uma tendência semelhante: os níveis de oxigênio começaram a cair de maneira acentuada quando o planeta se aproximou de 1 bilhão de anos no futuro.

Isso sugere que as interações de longo prazo entre o interior e a superfície da Terra terão papel fundamental. O equilíbrio entre os materiais que são incorporados ao manto durante o processo de subducção das placas tectônicas e os gases liberados pelo interior do planeta por meio do vulcanismo influencia diretamente a composição atmosférica.

Assim, o futuro da atmosfera não dependerá exclusivamente das plantas. A geologia do planeta e a evolução do Sol também participarão desse processo ao longo de centenas de milhões de anos.

Terra já passou por uma grande transformação

A presença abundante de oxigênio na atmosfera não existe desde o surgimento da Terra. Há aproximadamente 2,5 bilhões de anos, ocorreu o chamado Grande Evento de Oxidação, período em que a concentração de oxigênio começou a aumentar significativamente na atmosfera e nos oceanos.

Acredita-se que organismos unicelulares tenham desempenhado papel fundamental nesse processo, embora as causas exatas do evento ainda sejam discutidas pela ciência. A transformação criou condições para o desenvolvimento de formas de vida maiores e mais complexas.

Os níveis de oxigênio, entretanto, permaneceram relativamente baixos durante grande parte da história do planeta e só se aproximaram das concentrações atuais muito mais tarde, especialmente após a evolução das plantas terrestres, há cerca de 400 milhões de anos.

Agora, os modelos indicam que essa atmosfera rica em oxigênio também terá uma duração limitada.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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Foto: Divulgação

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