A Amazon confirmou que encerrará, a partir de 20 de maio, parte de suas operações no Brasil, incluindo a venda direta de livros físicos em sua plataforma e o suporte a modelos antigos do leitor digital Kindle. A medida faz parte de uma reestruturação estratégica da companhia no país, com foco crescente em serviços digitais.
Segundo comunicado oficial, os consumidores deixarão de encontrar livros impressos vendidos diretamente pela Amazon no site brasileiro. Apesar disso, o marketplace seguirá ativo, permitindo a comercialização por vendedores parceiros, como livrarias independentes e sebos, ainda que sob novas diretrizes logísticas.
A decisão ocorre em meio a um movimento global da empresa para otimizar custos e concentrar investimentos em áreas consideradas mais promissoras. No Brasil, isso inclui o fortalecimento do ecossistema digital, com destaque para o Kindle, serviços de streaming e venda de dispositivos eletrônicos.
Em nota, a companhia afirmou que sua atuação no país está “evoluindo para focar onde há maior potencial de crescimento e inovação tecnológica”, sinalizando uma mudança de posicionamento no mercado editorial físico.
Fim do suporte a Kindles antigos também impacta usuários
Além da retirada da venda direta de livros impressos, a empresa também encerrará o suporte para dispositivos Kindle lançados até 2012. A partir de 20 de maio, esses aparelhos não poderão mais acessar a loja digital, baixar novos conteúdos ou realizar atualizações.
Entre os modelos afetados estão versões clássicas como Kindle 1, Kindle DX, Kindle Keyboard, Kindle 4, Kindle Touch, Kindle 5 e a primeira geração do Kindle Paperwhite, além de tablets da linha Kindle Fire lançados no mesmo período.
Mesmo com as limitações, usuários ainda poderão acessar livros já baixados, desde que o dispositivo permaneça registrado na conta. Também será possível transferir arquivos manualmente via cabo USB. No entanto, funções que dependem de conexão com a internet deixarão de operar.
A empresa justificou a decisão afirmando que os dispositivos receberam suporte por mais de uma década, em alguns casos, por até 18 anos, e que já não acompanham as exigências tecnológicas atuais.
A saída da Amazon do segmento de venda direta de livros físicos no Brasil representa uma mudança relevante no setor, especialmente pela forte presença da empresa no comércio eletrônico. Ainda assim, a manutenção do marketplace deve garantir a continuidade da oferta de títulos impressos, embora com maior protagonismo de vendedores terceiros.



